Focado em promover a inclusão social através do esporte, a Associação Chuteira de Ouro, de Maceió, reúne garotos de 9 a 17 anos para ensinar a prática do futebol. Cerca de 60 meninos da p eriferia treinam semanalmente, participam de atividades esportivas e são acompanhados por uma assistente social.

“São priorizados os moradores de áreas de risco de Maceió, como Vila Brejal, Vale do Reginaldo, Trapiche, Jaraguá, Jacintinho, Bom Parto e Vergel. Queremos tirar esses meninos das drogas e mostrar através do esporte que é possível ter uma vida melhor”, explicou o presidente da associação, Edvânio Jatobá de Carvalho.

De acordo com ele, o projeto existe há cinco anos. Em dia de jogos de competição, os alunos recebem chuteiras, kits de treino contendo meiões, calções e camisas, para que eles possam treinar com todo o equipamento necessário para o desempenho da atividade.

“A meta é que alcancemos mais 40 meninos, totalizando 100 alunos. É um processo árduo, pois trabalhamos para mudar a forma deles de encarar a vida, longe da violência com a qual eles convivem em suas comunidades, para que criem consciência que possuem potencial para fazer muito mais”, contou Edvânio, que também é educador físico.

A Chuteira de Ouro está localizada no bairro do Farol, mas as suas atividades ocorrem na Vila Olímpica Albano Franco, no bairro do Cambona, ou na Pajuçara. Ela é uma das instituições filantrópicas que participa do projeto lançado pelo Instituto Ativa Brasil, em parceria com o Alagoas dá Sorte, que fornece doações mensais com o intuito de ajudar as instituições que lutam pelo bem estar de quem mais precisa.