MELBOURNE - Se o início de temporada dos pilotos brasileiros tivesse de ser definido em uma única palavra, talvez "desastroso" fosse a mais adequada. Felipe Massa, da Ferrari, largou em 16.º e não terminou o GP da Austrália. Bruno Senna, Williams, também não recebeu a bandeirada depois de começar a prova em 14.º. Ainda que vários fatores expliquem o difícil começo de campeonato de ambos, seus companheiros de equipe, Fernando Alonso e Pastor Maldonado, experimentaram sensação oposta, pois foram destaques na corrida do circuito Albert Park.

"Precisamos descobrir o que fez os pneus traseiros de meu carro acabarem depois de cinco voltas apenas. Sofri com esse problema o fim de semana todo", disse Massa, abatido com as imensas dificuldades, ontem. Em resposta à pergunta se usa um acerto muito distinto do de Alonso, o que poderia justificar seus pneus se destruírem tão cedo enquanto os do espanhol não, falou: "Não." E esse é o ponto, lembrou. Há algo no seu chassi que a Ferrari tem de descobrir logo. "A próxima etapa é já domingo."

Sua largada foi excelente. Ao final da primeira volta era o décimo, e da quinta, o oitavo, ou oito posições à frente de onde largou. "Mas já não tinha mais pneus. Fui o primeiro a fazer pit stop (11.ª volta). E com o segundo e o terceiro jogos de pneus o problema se repetiu." Na 46.ª volta de um total de 58, Massa e Bruno se tocaram, quando lutavam pelo 13.º lugar, e ambos abandonaram. "Acidente de corrida", definiu, como Bruno e os comissários.

A estreia de Bruno na Williams foi bastante comprometida por um choque ainda na primeira curva, depois da largada. "O Daniel Ricciardo (Toro Rosso) bateu forte atrás, obrigando-me a ir para os boxes." Seu ritmo, explicou, era bom. Mas não como o de Maldonado, que lutava lá na frente, na sétima, oitava colocação, até cometer um erro impressionante, na última volta, que lhe custou o quinto lugar. "Ficamos todos contentes porque vimos que temos um carro competitivo", avaliou Bruno. "Vamos ver se conseguimos melhorar na Malásia e não cometer erros."