Placar histórico
O placar de 69 a 0 da Alerj a favor do encaminhamento a julgamento do governador afastado, Wilson Witzel já sinaliza que os cinco deputados selecionados, para votarem sobre seu afastamento e posteriormente sobre o impeachment, ratificarão seus votos.
Autoconhecimento
Os desembargadores serão cruciais para o destino do ex-juiz. Para ter maioria, precisará que os magistrados se convençam de sua inocência. O conhecimento jurídico de Witzel, acumulado na magistratura e nos tempos que atuou como advogado, deverá ser usado na defesa também da ação criminal que corre no Superior Tribunal de Justiça.
Enquanto isso...no gabinete
Enquanto o destino político do ex-juiz era chancelado, o governador em exercício, Cláudio Castro, despachava normalmente em seu gabinete. Nem à votação assistiu. O desfile de parlamentares que falaram no plenário, em uma inédita exibição de máscaras, chancelou o que era esperado: depois de afastado juridicamente, por seis meses, pelo STJ, Witzel recebeu o carimbo político para a decisão.
Nova onda
Há uma onda de impeachments em curso no Brasil. Desde que a ex-presidente Dilma Rousseff foi afastada do cargo, estiveram ameaçados do processo os ex-governadores de Minas, Fernando Pimentel, e do Rio, Luiz Fernando Pezão. E estão sob ameaça, além de Witzel, o catarinense, Carlos Moisés, e o amazonense, Wilson Lima. Para Guilherme Casarões (FGV) “O que foi pensado, em 1950, para ser um instrumento absolutamente excepcional, vem se tornando lugar-comum na disputa político-partidária.
Custo mais baixo
Para o consultor João Villaverde “O custo de se fazer um impeachment abaixou. O custo era muito alto. Ou pelo menos era percebido como muito alto, quando aconteceu com o Collor”.
*Com informações de O Globo, Poder 360 e BBC

