Com os burros n'água
Se tinha algum plano de "ficar bem na fita", após a divulgação do vídeo da reunião ministerial, Sérgio Moro deu com "os burros n'água". É certo que em nenhum momento o ex-ministro afirmou haver prova de algum ilícito na "peça". Torceu para o vídeo ser liberado apenas para comprovar que falava a verdade ao deixar o ministério e em seus depoimentos posteriores.
"Ausência de malícia"
Porém, se pretendia "lucrar politicamente" com a divulgação do vídeo, falto-lhe "perspicácia" e malícia que só com o tempo, entrando e "jogando o jogo", ele talvez consiga adquirir. A divulgação do vídeo em nada beneficiou o ex-ministro.
Promessas de Campanha
Embora boa parte do conteúdo do vídeo não tivesse conexão com o objeto julgado por Celso de Mello, a sua liberação expôs situações constrangedoras ao presidente (como os xingamentos a alguns governadores e prefeitos), mas resultou numa peça de consolidação do cumprimento de algumas promessas de campanha, como o combate a corrupção, o armamento da população e o compromisso de melhorar a situação economica do país e a afirmação categórica de que não está preocupado com reeleição.
"Modus Operandi"
Foi um espontâneo tributo ao "modus operandis" do bolsonarismo,expondo suas profundas raízes, que nem o mais criativo dos marqueteiros conseguiria produzir. Não é a toa que os bolsonaristas mais otimistas já andam dizendo nas redes que na "Austrália o cara já está reeleito"...

