O ator britânico Daniel Radcliffe não compareceu à coletiva de lançamento de Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2, nesta quarta-feira, em Londres. O filme não só encerra mundo fantástico criado pela britânica JK Rowling, como também dissolve a equipe envolvida por quase uma década nas aventuras do menino bruxo que já rendeu à Warner um faturamento de 6,3 bilhões de dólares. A falta de Radcliffe, que participou apenas virtualmente do encontro, numa mensagem em vídeo, foi por outro lado a oportunidade para a atriz Emma Watson ganhar a cena.
Daniel Radcliffe falta a coletiva e Emma Watson ganha a cena
Ao descrever beijo em Rupert Grint, atriz diz que foi 'estranho' e 'chato'

Em mensagem gravada, o ator repetiu o discurso, já adotado por ele mesmo e por colegas de elenco, de que o mais importante nesses quase dez anos foram as amizades feitas no set. E de que – é de se desconfiar se algum dos envolvidos na produção diria o contrário – o longa previsto para o próximo dia 15 é o melhor da série. “Foi um privilégio ver meus colegas crescerem profissionalmente e aprender com eles. Entre todos, criamos um vínculo inquebrável, uma família", disse o ator. Apesar da ausência na coletiva, Radcliffe é presença certa na première mundial desta quinta-feira.
Emma Watson, a Hermione na saga e uma das mais reivindicadas pela imprensa internacional, admitiu que ainda não "processou" o ponto final na série de filmes e confessou que seu personagem já é para ela "algo como uma irmã". À vontade, a atriz concedeu aos 250 jornalistas presentes no Hotel St Pancras Renaissance London, na capital inglesa, um dos momentos mais divertidos da coletiva. Ao comentar o beijo dado no ruivo Rupert Grint (o personagem Rony, amigo de Harry Potter), ela não achou um bom adjetivo para ele. Disse que foi “estranho no começo” e depois “chato” de tanto repetir.
Grint, por sua vez, voltou a falar em “desorientação”, sentimento que diz ter por não voltar mais aos sets de filmagem da saga. “Não assimilei ainda e me sinto um pouco perdido. Foi uma parte constante em minha vida - confessou - e vou sentir saudades.”
O trio protagonista formado por Harry, Hermione e Ron volta na batalha contra o mal para derrubar o maligno Voldemort, interpretado por Ralph Fiennes, que definiu seu personagem como "um vilão de alta definição". O fim da saga, cujos trailers oficiais já foram assistidos por mais de 73 milhões de internautas, mistura outra vez elementos dos filmes anteriores, como aventura, amor, lealdade e agora, também, a guerra.
Com formato 3D, o tão aguardado encerramento da saga promete arrecadar uma bilheteria milionária, seguindo o sucesso dos filmes anteriores. Em 2001, quatro anos depois do lançamento do primeiro livro, Harry Potter e a Pedra Filosofal, as peripécias do mago chegaram pela primeira vez ao cinema e arrecadaram 974 milhões de dólares, performance que situou o filme como o segundo com maior bilheteria da história na época, atrás apenas de Titanic.
Dos sete livros das aventuras de Potter, publicadas entre 1997 e 2007, e traduzidas em 65 idiomas, foram vendidos 350 milhões de cópias em 200 países. Para tentar explicar os motivos do sucesso, o diretor do último filme explica: "A história reúne muitos elementos: o poder do amor, a sensação de perda, os romances, que são importantes, e que sugerem que há algo muito mais extraordinário". Para um de seus produtores, David Haynes, outro dos pontos fundamentais para sustentar o furacão Potter se resume em tratar-se de "um fenômeno culturalmente específico, mas semanticamente universal".