Começo me desculpando pela ausência de nova postagem aqui, ontem. Dentista, médico, farmácia, supermercado, além de reunião de trabalho não me possibilitaram, mas hoje, aproveito para comentar sobre 1 dos assuntos + publicados nestes últimos dias. Principalmente por tratar de religião e sexo, ainda + se for homossexualidade. Ai o interesse é coletivo, especialmente entre o público “conservador”, que se importa muito com a vida sexual dos outros, quando não deveriam. Pelo contrário. Eu? Se não me interesso sexualmente por alguém, não me importo com sua sexualidade, claaaaaro. Que cada pessoa viva plenamente, se descobrindo, se conhecendo, se entendendo e sendo feliz. Crio que a humanidade só será inteiramente realizada quando todos se sentirem respeitados. Como sempre digo, ninguém é alguém sem outro alguém, impossível ser feliz sozinho. Então porque tem gente que quer definir o modo de vida e como se é feliz? Não existe modelo, fórmula, receita de felicidade. Se cada pessoa é única, seus gostos e preferências tem que ser respeitados. Em março, completo meu 59* ano de vida, consequentemente inicio novo ciclo, o 60*, e confesso que meu estoque de paciência está diminuindo, principalmente se falo em desumanidade, preconceito, ignorância, violência, tipo “tolerância 0”. Todos os assuntos são amplamente abordados, principalmente pela Imprensa. Estudos e pesquisas sobre comportamento humano são devidamente divulgados, constatando que na evolução humana, inclusive genética, não se pode seguir vivendo com atitudes e pensamentos que julgam, condenam, isolam e punem quem é “diferente” do que se classifica “normal”. Mas vamos por partes. Absurda ignorância descrer da Ciência, e sobre sexualidade, + que comprovado que não há nenhum distúrbio ou doença que acometa (ops!) e caracterize pessoas homossexuais. Este é 1 ponto que me provoca, quando alguém cita “opção sexual”. Ôxe, aprendi que opção é escolha, decisão. Engraçado que não lembro de alguém ter me perguntado quando nasci, se eu preferiria ser gay e passar a vida enfrentando preconceito, violência, discriminação... ou ser hétero e ter linda família de comercial de creme dental, sabonete ou margarina, com “esposa e filhos”, normais. Ser humano normal sou eu, que pratico valores como humanidade e amor ao próximo, vivo minha vida e deixo que todos vivam as suas. Mas estes “fiéis profissionais de igreja”, socorro. Parecem seres em transe, hipnotizados e comandados por outra espécie de gente, os que descobriram como é fácil ganhar rios de dinheiro sem trabalhar. Criam o personagem “pastor”, fundam igrejas e seguem atraindo rebanho de carentes que os sustentem além da vida. Definem o que é aceito por eles e combatem os diferentes. Violentamente, e usam o nome e a palavra de Deus bem distorcida. “Amor ao próximo”, nunca. Condenam e combatem as outras igrejas, as outras formas de praticar fé e religião. Homossexuais então, já estaríamos na fogueira, se fosse possível. Mas eles não param de se superar. Ágora, querem definir os “lugares de LGBTIQA+” em lugares públicos, como cinemas, teatros, e nas igrejas, obviamente. Mas enfim, voltando ao assunto inicial, repercutindo muito o lançamento do documentário”Francesco”, do cineasta americano de origem russa Evgeny Afineevsky, lançado num festival na Itália. Entra muitas opiniões e declarações, Papa Francisco causando reações mundo afora ao defender a bandeira dos direitos civis que até hoje não temos. Mas não devemos confundir, não é apologia ao “casamento gay”, que segue contrário ao “matrimônio entre homem e mulher, gerando família”. Muito antes de ser papa, o argentino Jorge Bergoglio já se dizia ser contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas com esta declaração no documentário, Francisco, que muitos chamam de Chiquinho, se posiciona, afirmando que “Os homossexuais têm direito a estar em família, são filhos de Deus. Não se pode expulsar uma pessoa de sua família ou tornar a vida impossível para ela. O que temos que fazer é uma lei de convivência civil, para serem protegidos legalmente”. Cresci numa família católica praticante, mas desde novo, sempre observei outras práticas religiosas, e as respeito igualmente, afinal, eu acredito numa força superior, única, que se apresenta de várias formas, tem vários nomes, e são reverenciados de diversas formas, e para mim, são todas verdadeiras, desde que praticando respeito e amor ao próximo, indistintamente. Tenho santuário em casa que reúne igualmente, Nossa Senhora Aparecida, Yemanjá, Buda, Ganesha, Ogum Guiá, Padre Cícero, Irmã Dulce, Jesus Cristo, Santa Rita, Senhor do Bonfim, Santa Terezinha, São Francisco de Assis, São Benedito, São Jorge... e o que me encanta neles todos, o amor ao próximo, mesmo os de longe. Tatuadas em mim algumas fotografias e sentimentos e desejos, como amor, harmonia, equilíbrio, fé, compaixão, humildade, e tesão. Sim, tesããão, por tudo, pela vida, por mim. Elas me traduzem. Então, se cada pessoa viver plenamente feliz, não vai desejar o mal para ninguém. Não vai se envolver na vida dos outros, vai estar feliz, ocupada com a sua própria vida. Vamos viver sem julgar, culpar, condenar. Direito de todos para todos. |
"Tolerância 0"








