Muito mais que cobrir e proteger contra sol e frio, há verdadeira comunicação através do que vestimos. A moda vai muito além das indicações das tendências de cada estação. Traduz cultura e costumes.
Claro que a indústria tem muita importância, gerando emprego e renda, movimentando a economia nacional, produzindo em grande escala. Mas o que é produzido manualmente vem ganhando cada vez mais destaque. Quanto mais autoral e exclusivo, mais desejado e valorizado. Aqui em Alagoas, além de todas as linguagens artísticas, as rendas são símbolos culturais, e entre elas, que são inúmeras, o filé é considerada a mais nativa.
Numa rede igual as que os maridos usam para pescar, suas esposas começaram bordando nestas telas, produzindo toalhas de mesa, paninhos, colchas, que passaram a serem bordadas em redes de algodão, similares as originais, em nylon.
Sucesso principalmente entre turistas. Até que surgiu Teca, que resolveu produzir roupas e acessórios com o filé. Ficou conhecida nacionalmente como Teca Rendeira, marcando época. Claro que, com o sucesso, outras rendeiras foram ampliando horizontes, aprimorando técnicas, colocando a renda, definitivamente, no circuito da moda produzida em terras Caetés.
Nos anos 1980, Fernando Perdigão apresentou novas tramas, num trabalho autoral inconfundível. Recentemente, passou a produzir sem a rede que serve como base da renda, sendo impossível distinguir a tela dos bordados, que se fundem.
E assim, novos nomes em Alagoas, que segue encantando com modelos de filé assinados por talentosos estilistas.
E nesta mundial pandemia, quem vive produzindo cultura e artesanato, tem precisado de oportunidades, como esta agora, com o projeto “Renda-se”, sob o comando da arquiteta e agitadora cultural e social Mirna Porto Maia, reunindo estilistas profissionais e estudantes de Moda, incluindo desfile no Espaço Armazém, respeitando todas as normas de segurança sanitária da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde. Sem aglomeração, o público estará acompanhado por canal no YouTube, e durante o evento, serão seguidos rigidamente todos os cuidados, protegendo os envolvidos, como técnicos, estilistas, maquiadores, cabeleireiros, modelos, enfim, todos. Com proposta de inclusão social, todo material terá tradução em libras.
E confirmando sua atuação em apoiar projetos culturais de inclusão social, Renda-se também tem patrocínio Magazine Luiza, que sempre apoia atitudes inclusivas Brasil afora, e em Alagoas, diferencial afetivo, já que Fábio Elias Costa é filho de alagoana e muitos familiares moram no estado.
Ele, que nasceu em Brasilia, mora em São Paulo, e é assessor da empresária Luiza Helena Trajano há 7 anos, sendo Especialista em Leis de Incentivos e inteligência Social, e vem garantindo total assistência aos projetos que acontecem em Alagoas, neste especialmente, já que acontecerá neste novo formato, de transmissão ‘online’, além da produção do superdesfile, que colocará a 1a Mostra de Moda Alagoana “Renda-se” na vitrine do mundo.
Todas as informações, inclusive das inscrições, gratuitas, (já abertas, e se encerrando no próximo dias 18), no http://www.projetorendase.com.br/

