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“Nem com flor”

“Nem com flor”
Felipe Camelo

Que ótimo que a língua é viva e segue em constante evolução. Com informações, descobertas e experiências, costumes e atitudes também acompanham este desenvolvimento humano.

E com isso, ditados populares, comuns e frequentes do dia a dia, estão sendo repensados. Deles, segue valendo o “Em mulher, não se bate nem com uma flor”.

Mas outros, não. Como “Atrás de todo homem, 1 mulher”. Em 2020, é inconcebível. Comprovadamente, as mulheres não estão + atrás da gente, em nenhum sentido. Nem 2 passos atrás caminhando numa calçada, muito menos porque está querendo casar. Com sua importância na vida devidamente reconhecida, mulheres devem ser respeitadas. E valorizadas. É indevido e antigo o pensamento de que as mulheres são inferiores e devem submissão.

Mas voltando aos tais ditados, que, de forma alguma são tolerados, como “Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”.

Esta máxima, que é “mínima” deve ser combatida, já que defender 1 mulher que está sendo agredida, violentada, desrespeitada, e talvez assassinada, é obrigação de todos. Muito + que esposa, ali está 1 ser humano, 1 mulher, mãe, avó... sendo vítima de hediondo crime. É imperdoável.

Sou privilegiado por ter nascido numa família na qual todos tem o merecido respeito. Nunca vimos brigas, discussões, agressões, nada disso. Pelo contrário. Aprendi vendo meu avô paterno (os maternos já haviam falecido quando nasci, mas sei que era do mesmo jeito) e meu pai abrindo portas pra minha avó e minha mãe, além de outras práticas. Na calçada, eles andavam perto do meio-fio e elas, perto do muro. Pra subir escada, eles iam atrás e pra descer, eles iam na frente delas, evitando algum problema. Nunca ouvi gritos em casa. Assim me tornei o homem que sou.

Major Danielle Assunção - Reprodução

Hoje, ví a major (e minha amiga querida) Danielle Assunção na TV, falando sobre suas ações do comando da Patrulha Maria da Penha, num trabalho impecável que a Polícia Militar vem realizando, na defesa e proteção das mulheres.

Nesta pandemia, + ocorrências, já que, com convívio frequente dos casais em isolamento social, os casos de feminicídio vem aumentando.  Este 9* mês do ano é destacado como Agosto Lilás, focando “na conscientização pelo fim da violência contra a mulher”.

Agora em 2020, a Lei Maria da Penha completa 14 anos, e precisa da participação de todos para fazer Justiça. Vários mecanismos estão disponíveis. As que puderem, basta ligar 180, serviço que funciona 24h. Mas se não houver esta chance de telefonar, agora basta escrever X de baton ou caneta na palma da mão quando for até a farmácia e mostrar para algum vendedor, que discretamente, fará contacto e policiais chegam rapidinho, e o agressor só saberá quando não puder fazer + nada, além de se “entender” com a Justiça. Parabéns ao Conselho Nacional de Justiça e a Associação dos Magistrados Brasileiros pela iniciativa, que vem salvando muita gente.

Aqui em Alagoas, a major Danielle, na coordenação da Patrulha Maria da Penha garante vigilância permanente para manter a tranquilidade das mulheres que estão amparadas pela Lei. Há contactos diários para confirmar a paz na vida destas vítimas e seus filhos.

Nós, cidadãos, temos dever de ajudar no combate aos absurdos crimes que afetam vidas. Se cada pessoa puder contribuir com a quantidade de vida da comunidade, a vida melhora pra todos. Se colocar no lugar dos outros é fundamental pra o bem geral. Empatia já! E sempre!!!

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