Assustadoramente, o número de infectados e mortos nesta pandemia do microscópico e letal Coronavírus só aumenta.

Assim como os profissionais que arriscam suas vidas (e de suas famílias) nas frentes de batalha, jornalistas também correm sérios riscos na rua, checando e divulgando notícias, para informar a população sobre o que está realmente acontecendo, confirmando que não existe ainda remédio ou vacina. O tratamento funciona, tanto que alguns pacientes são curados.

Também está cientificamente comprovado que o isolamento social é a única forma de se proteger, e proteger os outros também. Eu? Estou 100% confinado com Toda, minha filha de 4 patas, e só tenho saído quando é fundamental.

A ultima vez que pude chegar perto de minha mãe, que, aos 93, vive acamada, e com o Mal de Alzheimer, foi no dia 11 de março no meu aniversário. No dia seguinte, já se falava na quarentena, e desde então, não tenho saído de casa. Só pra comprar comidas, remédios, e pagar contas. Vou deixando acabar o que comprei no supermercado, e aproveitar pra fazer tudo numa única saída.

Com tantas informações em todos os meios de Comunicação, impossível dizer “eita, eu não sabia”. Esta desculpa não “cola”. Há uns 15 dias, estava numa fila de lotérica, quando 1 moça ficou atrás de mim e muito próxima. Me virei e calmamente pedi pra ela respeitar as marcas no piso, indicando o mínimo distanciamento.

Qual foi minha surpresa quando ela começou falando alto, reclamando de mim, dizendo que não é suja, nem pobre, pr’eu querer distância dela. Sorte minha que nesta hora, a atendente me chamou, era a minha vez de ser atendido. E ela ficou lá, do lado de fora, me esculhambando. Fui embora sem dar atenção.

 2 semanas depois, ontem, tive que ir ao supermercado, farmácia, caixa eletrônico, e novamente, lotérica. Eu era o próximo, e bem na “ minha” marca estava, quando 1 senhor me empurrou, passou por mim, e se encostou no balcão. E eu calmamente chamando “senhor”, “senhor”... não me deu a menor atenção. E ficou “putaço” quando a moça mandou que ele saísse e ficasse atrás de mim. Saiu “dando coice”, não quis esperar, foi embora “bufando” e “mugindo”.

É incrível como algumas pessoas se acham o centro do universo e que não precisam respeitar os outros, e cumprir regras de convívio social.

Por + que a turma de 1 astrólogo picareta ache que a terra é plana, ela é comprovadamente redonda, e dá voltas. Essa passará, mas a Vida não será + a mesma, por + que eu venha ouvindo gente desejar que “a vida volte ao normal”.

Não creio ser possível que voltemos ao comportamento que vínhamos tendo até então. A Vida seguirá, mas o que era considerado normal, não + será. A partir de agora, teremos outra normalidade. Nada + será como antes, “no castelo de Abrantes”. Atitudes devem ser repensadas e novas, adoradas.

Cuidados com higiene precisam ser foco no dia a dia. Mesmo depois que isso tudo passar, higienizar bem as compras antes de guardar e consumir, por exemplo. Será fundamental pra garantir segurança alimentar.

Tava pensando outro dia, nas celebrações de aniversário, por exemplo. Com certeza, não é saudável, e no mínimo, arriscado, o apagar a vela no bolo. Com o sopro, infinitas partículas vão parar na superfície, e as fatias serão consumidas, principalmente por crianças.  Creio que será preciso repensar este detalhe.

Como nas filas de restaurantes que tem buffet, não foram poucas as vezes que vi gente tossido, e até espirrando, literalmente em cima das comidas. Ou mesmo, pegando pedaços e pondo direto na boca. Esta estrutura também deverá ser analisada, preservando a saúde de todos.

Em festas ou bares, comum ver gente ”bicando” nos copos dos amigos, ou em canudos. Até mesmo em casa, dividir copos ou pratos, ou talheres... Impossível ter garantia de imunidade. Não, não acho que esteja paranoico, mas precisamos entender e aprender com as lições que a Vida nos dá. Só depende da gente, sobreviver, com sabedoria. E Civilidade.

Assim, compartilho aqui estes meus pensamentos e preocupações. Melhor prevenir que remediar. Pode ser caro e doloroso. Pensemos nisso, inclusive. Tenho Fé de que tudo isso passará, e seremos seres + humanos. Tenho observado emocionantes cenas de solidariedade e gentileza. Praticar Sentimentos como Empatia, se colocar no lugar dos outros, é fundamental pra felicidade da coletividade. É como sempre digo e escrevo. É impossível viver, morrer, ser feliz ou triste, sozinho. Ninguém é alguém sem outro alguém. Pensemos nisso, inclusive!!!