Por experiência própria, pessoal e transferível, já que compartilho sempre, a vida não começa na maternidade nem termina no cemitério. Comprovadamente.
Mas, por + que eu tenha esta certeza, entristecer pela partida de queridas e queridos, é sentimento natural que aflora e faz parte. É a dor pela falta física, mas não é ela que ‘importa’. Penso que é eterno quando é incrível e não quando dura eternamente. As flores envelhecem, a raiz, não. Segue brotando e florindo.
1 dia, conversando com minha mãe, lhe disse que deveríamos nascer velhos, viver com experiência e morrer inocentes. “Não, meu filho, Deus não erra, temos que nascer limpos, inocentes, pra ir vivendo experiências, desenvolvendo valores, escrevendo nossas histórias de vida, e ir envelhecendo, estragando a casca, para ver a vida com outro olhar, observando novos valores, novas belezas, como humildade, compaixão, empatia, solidariedade, altruísmo, e praticar o amor ao próprio como parte de seu amor próprio, afinal, ninguém nasce, vive, é feliz ou triste, e morre sozinho. Todos precisamos de todos, e o bem tem que ser coletivo, indistintamente”, me garantiu ela.
Assim, triste e emocionado, reverencio Concília Melo, amiga de mamãe desde o colégio, unindo nossas famílias, pra além desta ‘temporada’.
Mentalizo, agradecendo a vida que Concília teve, gentil, elegante, discreta, disponível, humana, leve. Maravilhosa como mulher, esposa, mãe, avó, bisavó, amiga, voluntária de causas humanitárias.
Com certeza, segue no Caminho da Luz. Pra brotar novamente. Ah! “Concilia vem do verbo conciliar. O mesmo que: adapta, adéqua, ajusta, apropria, harmoniza”.

