A presidente Dilma Rousseff classificou nesta quinta-feira (13) em mensagens publicadas em seu perfil no microblog Twitter de “lamentável” o fato de torcedores do Real Garcilaso, do Peru, terem reproduzido sons de macacos no momento em que o jogador brasileiro Tinga, do Cruzeiro, tocava na bola, durante partida entre as duas equipes pela primeira rodada da fase de grupos da Taça Libertadores da América.
“Foi lamentável o episódio de racismo contra o jogador Tinga, do Cruzeiro, no jogo de ontem [quarta], no Peru. (...) Ao sair do jogo, Tinga disse q trocaria seus títulos por um mundo c/ igualdade entre as raças”, publicou a presidente na rede social.
Segundo a presidente, o Brasil, atualmente, está “fechado” com o meio-campo do Cruzeiro. “Acertei com a ONU e a FIFA, que a nossa #CopaDasCopas também será a #CopaContraORacismo”, publicou Dilma.
A presidente também aproveitou sua conta no microblog para afirmar que o esporte não deve ser, “jamais”, palco para o preconceito.
Casos como o de Tinga já ocorreram também com diversos jogadores negros que atuam na Europa. O ex-lateral-esquerdo da seleção brasileira Roberto Carlos também passou por problemas de atos de racismo na Rússia, quando atuava pelo Anzhi. À época, em 2011, torcedores Krylya Sovetov atiraram bananas no jogador.