O candidato à Prefeitura de Arapiraca, Rogério Teófilo (PSDB), fechou na manhã desta quinta-feira (13) a série de entrevistas promovidas pela Rádio Novo Nordeste AM. Durante a sabatina dos jornalistas, o candidato disse que o irmão, Ricardo Teófilo, foi usado pelo grupo de Luciano e Célia para tentar desestabilizar sua candidatura. “O pré-lançamento do nome de Ricardo foi um engodo. Ele é meu irmão, conversamos diariamente em família e ele votará em mim. Ricardo sempre soube do meu projeto e jamais seria candidato nesta eleição. Ele foi usado”, afirmou Rogério.
 
O candidato tucano também lamentou a atitude da candidata Célia Rocha que, por várias vezes, utilizou o termo “vaidoso” para atacá-lo nos guias eleitorais e entrevistas concedidas. “Nem eu nem minha família nunca agimos com vaidade ou arrogância. Quem conhece a família Teófilo sabe disso. A deputada precisa saber que família significa unidade e respeito e não apenas envolvimento. Peço que ela retire a família desse processo político. É preciso dar um basta nessas pessoas que fazem de tudo pelo poder e para o poder”, frisou.
 
Ao falar sobre Saúde, Rogério disse que é impossível ter um sistema funcionando com qualidade quando não há parcerias. “Não se pode ter Saúde de qualidade, quando o governador quer alocar R$ 10 milhões para o município e o prefeito não quer assinar. Não se pode ter saúde de qualidade quando o governador manda ambulâncias e o prefeito não quer receber. Isso sim é vaidade. Saúde se faz com humanização e com parcerias”.
 
Rogério disse ainda que Arapiraca está dividida na cidade real e na cidade das ilusões. “Nas minhas caminhadas, estou percorrendo a cidade real. Já a cidade das ilusões está apenas no centro. Arapiraca tem excelentes praças, mas nos bairros e nos povoados a realidade está nua e crua. Vejo mães com crianças nos braços, às 3 horas da manhã em busca de atendimento num posto de saúde”, disse o candidato, que garantiu trabalhar para atingir 100% de atendimento do PSF no município. “Não adianta ter postos bonitos e faltando remédios”, disparou.
 
Ao ser indagado sobre saneamento básico, Rogério disse que o governo federal alocou cerca de R$ 70 milhões para o setor, portanto quase nada foi feito e a cidade continua sendo uma das piores em saneamento básico no país. “Em Maceió, por exemplo, o saneamento é feito pela Casal. Aqui o recurso vem para a prefeitura, que chamou para ela a responsabilidade, mas não está conseguindo cumprir o projeto, apesar de já ter o recurso”.
 
Ao falar sobre Esporte, Rogério falou sobre a necessidade de investir no esporte amador ou profissional do município, inclusive nas escolas e zona rural. “Coisa simples fazer campos de futebol na periferia e por que não foram feitos?”, indagou. O candidato ainda criticou a manutenção dada ao estádio do ASA. “Sou torcedor do ASA, daquele que fica na arquibancada e na geral, não sou torcedor político. Quem assiste o canal SportTV pensa que o ASA não tem torcida jogando em casa, pois há 8 meses que estamos sem as arquibancadas. E o pior, essa demora toda para recuperar arquibancadas de madeira”, criticou, completando que em seu governo os atletas arapiraquenses não precisarão ficar pedindo dinheiro ou se humilhando para participar de torneios, uma vez que os recursos já estarão direcionados à essa finalidade.
 
Ao falar sobre Educação, Rogério afirmou que o setor será uma de suas prioridade e que terá a humildade para manter e melhorar o que foi feito de positivo na atual gestão. O candidato também falou sobre as críticas que vem recebendo da oposição no que diz respeito á sua curta passagem pela Secretaria Estadual de Educação. “Fui secretário de Educação por um ano e meio, peguei o período de enchentes e greve. Nesse período lamentavelmente o teto de uma escola de Campo Alegre caiu, machucando alguns alunos. Escola esta mal construída pela gestão do governador Ronaldo Lessa. A candidata Célia está sendo injusta ao atirar pedras somente em mim, pois ela se esquece que a competente a também arapiraquense, a pedagoga Cícera Pinheiro, sua aliada política, também estava comigo no projeto, onde trabalhou por 5 anos como subsecretária. A Cícera e eu trabalhamos juntos para enfrentar das dificuldades”, finalizou.