O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi submetido hoje (11) à sua sexta sessão de radioterapia e à quimioterapia semanal complementar ao tratamento contra o câncer de laringe. Como de costume, enquanto é atendido no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Lula aproveita para receber visitas. Hoje foi a vez do ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social e acusado de envolvimento no escândalo do mensalão, Luiz Gushiken, da ministra da Cultura, Ana de Hollanda (em férias), e do embaixador de Angola no Brasil, Nelson Cosme.
Lula tem feito das idas diárias ao hospital uma oportunidade para encontrar amigos e falar de seu "esporte favorito": política. Na primeira sessão de radioterapia, no dia 4, Lula se encontrou com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que se ofereceu para negociar o apoio do PSD para eleger o petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. No dia seguinte, foi o próprio Haddad, ministro da Educação, em férias, quem marcou presença no Centro de Oncologia do Sírio-Libanês. Na sexta-feira (6), foi a vez do líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Teixeira (SP), manifestar pessoalmente seu apoio ao ex-presidente.
Na segunda-feira (9), Lula recebeu o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), com quem conversou sobre a jornalista cubana Yoani Sánchez e sugeriu que ela envie uma carta à presidente Dilma Rousseff para permitir a sua visita ao Brasil. No mesmo dia, Lula esteve com o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique. A "romaria política" deu uma trégua ontem (10) porque a passagem de Lula pelo hospital durou menos de uma hora e meia.
As visitas ao ex-presidente geralmente acontecem num dos 16 boxes em que ele fica logo após a radioterapia. Entre a aplicação de soro ou da quimioterapia semanal e a visita da equipe médica, Lula faz de seu box um escritório de articulação política. Como vem reagindo bem ao tratamento, os médicos não se opõem às visitas.
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