O Ministério dos Transportes teria aumentado neste ano os valores de pelo menos 11 contratos de obras em estradas e ferrovias que tiveram irregularidades apontadas pelo Tribunal Contas de União (TCU), de acordo com reportagem publicada no jornal Folha de S. Paulo desta terça. Em dois casos, o órgão de controle recomendou a paralisação dos trabalhos.O montante excedente para as obras sob suspeita soma R$ 113,5 milhões.
Segundo reportagem publicada pela revista Veja, representantes do PR, partido do ministro Nascimento, funcionários do ministério e de órgãos vinculados à pasta estariam envolvidos em um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propinas. No fim de semana, quatro integrantes do ministério envolvidos nas denúncias foram afastados de suas funções: o chefe de gabinete Mauro Barbosa da Silva, o assessor Luís Tito Bonvini, o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luís Antônio Pagot, e o diretor-presidente da estatal Valec, José Francisco das Neves.
Ministério dos Transportes elevou verba de 11 obras sob suspeita
Montante excedente para as obras sob suspeita soma R$ 113,5 milhões