A saúde intestinal depende de vários fatores, como manter uma alimentação adequada, uma ingestão suficiente de água, uma boa higiene corporal (nem demais, nem de menos) e também evitar o uso de antibióticos – que devem ser tomados apenas com prescrição e acompanhamento médicos.
 
Segundo o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atui e o nutrólogo Antonio Lancha Jr., para ter um intestino funcionando bem é indicado consumir alimentos chamados "prebióticos", que servem de comida para as "bactérias do bem". Naturalmente, eles são encontrados em sementes e raízes de alguns vegetais, mas também podem ser ingeridos por meio de remédios. São exemplos de prebióticos: maçã, cebola, alho, trigo, alcachofra, aspargo, banana, tomate, aveia e cevada.
 
Com isso, a população de bactérias que vivem no nosso corpo – conhecida como "microbiota" – fica em harmonia. O desequilíbrio delas, porém, pode provocar um processo infeccioso. No intestino, esse processo causa diarreia, prisão de ventre e/ou inflamações. De acordo com Atui, estudos recentes apontam que essa desregulação no intestino está ligada a problemas de saúde como alergias, obesidade, doença inflamatória intestinal e síndrome do cólon irritável.
 
Antibiótico: quando atrapalha
 
Ao tomarmos um antibiótico, é possível que ocorra um desequilíbrio das bactérias intestinais. Isso pode desencadear uma doença chamada colite pseudomembranosa, que pode ser tratada com outro antibiótico, mas nem todos os pacientes recebem bem esse tipo de tratamento.
Outro artifício para tratar o problema é trocar as bactérias do intestino da pessoa, o que é feito por meio de um transplante de fezes.
 
Infarto do intestino
 
E não é só o coração que pode infartar: o intestino também. Esse problema grave pode até matar se o socorro não for rápido.
 
Quando o intestino infarta, ele para de receber sangue e necrosa. Aí é preciso fazer uma cirurgia para retirada de uma parte do intestino, além de passar por um período de recuperação.
 
Para entender como o problema ocorre, é preciso saber que a artéria sai do coração bem grossa e vai se estreitando até chegar ao intestino. Ao todo, existem três ramos principais que irrigam o aparelho digestivo. Quando o indivíduo sofre uma doença arterial, corre o risco de uma veia entupir.
 
Se essa for uma das veias que irrigam o intestino, pode faltar sangue na área e bloquear a passagem de oxigênio e nutrientes daquela região, levando ao infarto do intestino, que vai ficando escuro, perdendo sangue e sendo menos irrigado. Então vem uma dor abrupta no abdômen. Quanto maior o calibre da veia, maior é a área atingida e pior o problema.
 
Reality 'Água para beber'
 
Após 50 dias de muito esforço, a coordenadora escolar Nilza Cardana, de 53 anos – que odiava água –, finalmente reclamou de sede.
 
A meta dela era aumentar a ingestão de água após ter enfrentado vários problemas de saúde, alguns deles ligados a esse baixo consumo, como pedras na vesícula e no rim, anemias e resfriados frequentes.
 
Nilza mudou completamente de hábitos: aumentou a ingestão de líquidos na dieta em 2 litros. Com isso, elevou em quase 10 vezes o volume de água que costumava beber por dia, e mais de 4 vezes o volume de líquidos totais.
 
A coordenadora nunca gostou de água e reparou que não bebia uma quantidade suficiente depois de adulta. Quando o Bem Estar começou as gravações da série, ela não conseguia tomar nem um copo de água de uma vez. Dizia que tinha gosto de areia, que descia mal.
 
Foram necessários 50 dias para que Nilza mudasse de rotina e de opinião. Ela, que antes chegava a passar até dois dias sem dar um único gole d'água, hoje toma 2 litros por dia.
 
A coordenadora recebeu apoio do nutrólogo Antônio Lancha Jr. e do fisiologista do esporte Paulo Correia. Além disso, teve dicas de um chefe de cozinha para fazer sucos com ingredientes que ela dizia não gostar, como água de coco, limão e melancia.
 
Nilza também foi orientada pela nutricionista Luciana Lancha a fazer uma dieta mais rica em líquidos, para aumentar bastante a ingestão diária.