O pequeno Daniel de Oliveira, de 12 anos, demonstra que aprendeu bem a lição: “Nós arrecadamos materiais que seriam jogados e poderiam poluir o bairro e a lagoa, que é um dos bens mais preciosos que nós temos aqui. É importante cuidar da água porque através delas vêm crustáceos, peixes e além disso, ela é a tradição do nosso Pontal”.

As ações contam com a parceria das escolas, institutos e órgãos públicos do Município e do Estado, entre eles, a Diretoria Geral de Ensino (Digen) e Centro de Referência em Educação Ambiental (Creamb), da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Superintendência Municipal de Limpeza Urbana (Slum), da Secretaria de Esporte e Lazer do Estado de Alagoas e do Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL).

“Contamos com a presença, participação e mobilização de todos os maceioenses. Serão desenvolvidas atividades de cunho educativo e recreativo, onde as pessoas poderão aprender de maneira dinâmica a cuidar do meio ambiente”, informou Raphael Wong, secretário municipal de Meio Ambiente.

A nutricionista Elisângela Lemos esclarece que a vitamina A não é só importante para as crianças, mas também para as mães. “A função principal dessa suplementação, entre tantas outras, é fortalecer o sistema imunológico de crianças e também das mães, que através do leite materno passam esses nutrientes para seus filhos”, afirma.

Elisângela acredita que o trabalho de estímulo ao aleitamento materno, aliado à administração de vitamina A, é o grande responsável pela queda da taxa de mortalidade infantil no município, que era de 15% em 2012 e caiu para 13,88% em 2013.

As doses da vitamina, administradas nas unidades de saúde, devem ser rigorosamente anotadas no cartão de vacinação da criança, desde os 06 meses até os cinco anos incompletos, para evitar superdoses.  As puérperas também devem receber sua dose logo após o parto, na própria maternidade, pois após esse período a mulher pode engravidar e a dosagem de vitamina A durante a gravidez causa uma série de complicações, entre elas, a má formação do feto.

“Além da ingestão de vitamina A recomendada, as mães precisam estar atentas às vacinas indicadas nos primeiros anos de vida da criança, além de se submeter ao acompanhamento médico para realização de todos os exames previstos, como forma de garantir um acompanhamento integral da saúde da criança”, frisa a nutricionista. Ela lembra ainda que a dosagem de vitamina deve ser feita com o indicativo do médico, pois se ingerida em grande quantidade pode ser tóxica ao organismo.

Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A

O Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A foi instituído por meio da Portaria nº 729, de 13 de maio de 2005, com o objetivo é reduzir e controlar a deficiência nutricional de vitamina A em crianças de 06 a 59 meses de e puérperas no pós-parto imediato (antes da alta hospitalar).

Esse programa faz parte da Ação Brasil Carinhoso constante no Programa Brasil sem Miséria, que objetiva o combate à pobreza absoluta na primeira infância e reforça a assistência a criança menor de 05 anos para prevenção da deficiência de vitamina A, garantindo o acesso e disponibilidade do insumo a todas as crianças nessa faixa etária nas Regiões Norte e Nordeste e os municípios das Regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste contemplados no Programa Brasil sem Miséria.

Pesquisas apontam que o impacto da suplementação com vitamina A é positivo, pois reduzem o risco global de morte por diarreia (24%), morte por outras causas (28%) e morte de crianças com HIV positivo (45%) . Diante disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda essa suplementação como parte da estratégia para a melhoria da ingestão desse nutriente, associado a uma diversificação de dieta.