Conceito, histórico, desafios e perspectivas no enfrentamento ao racismo. Esses são os temas debatidos durante a Oficina de Combate ao Racismo Institucional. Integrantes de diversas secretarias estiveram reunidos durante dois dias no auditório da Escola Muncipal de Governo.  A capacitação integra as ações do Programa Juventude Viva em Maceió.

Para a secretária executiva do Gabinete do Prefeito, responsável pela articulação do programa na capital, o principal objetivo da oficina é “capacitar aqueles que atuam na prestação de serviço à comunidade para que a gente possa banir, de forma definitiva, qualquer tipo de atitude racista no serviço público municipal”.

Adriana explicou que o conteúdo apresentado pela Secretaria Nacional da Juventude, da Presidência da República é passado de forma ágil e com excelente metodologia. Dessa forma, representantes das secretarias de Saúde, Educação, Segurança Comunitária e Cidadania sairão aptos para combater o racismo e passar os conhecimentos apreendidos adiante.

As atividades foram conduzidas pela psicóloga Maria Lúcia da Silva, do Instituto AMMA Psiquê e Negritude, que munidos dos conteúdos debatidos, os participantes poderão “sensibilizar os servidores de uma forma geral e assim, dinamizar o enfrentamento à violência e ao racismo”. Os servidores foram mobilizados para “pensar sobre isso e, ao pensar, poder construir ações para superação do racismo”, salientou.

Uma das participantes foi Fátima Pinto, servidora da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel) e integrante do Comitê Juventude Viva. Para ela, a oficina ofereceu conhecimentos valiosos. O que ela quer, é abraçar a causa e a missão de ser uma agente multiplicadora: “O racismo, a discriminação existe. Às vezes, até sem querer, se comentem atitudes racistas. Mas é esse paradigma que a gente quer quebrar. São esses conceitos que a gente quer mudar, para que a gente possa viver numa sociedade mais igualitária, mais fraterna”.