A sexta edição das eleições diretas para escolha de diretores e diretores-adjuntos das escolas da rede estadual de ensino da capital e do interior movimentou professores, funcionários, pais e alunos na capital e no interior, com o propósito de fortalecer a gestão democrática e o compromisso do Governo de Alagoas com a educação pública.

Sob a coordenação da Superintendência de Gestão da Rede Estadual de Ensino, a primeira eleição para diretores gerais e adjuntos aconteceu em 2001, e este ano, o processo eleitoral teve início no último dia 6 de maio e foi concluído às 20h da última sexta-feira (10).

Antes do período de inscrição das chapas, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE) promoveu seminários onde foram discutidos temas como gestão participativa, perfil do gestor, importância do gestor para o sucesso da comunidade escolar, sistematização das atribuições do diretor(a), discussão coletiva e dificuldades e superação da gestão escolar.

Para a gerente de Gestão Compartilhada da SEE, Maria do Socorro de Melo, a escolha do diretor é um processo democrático que precisa ser fortalecido e realizado com responsabilidade. “A participação de todos os segmentos foi fundamental no processo, já que os eleitos serão os responsáveis pela gestão escolar e pelo gerenciamento da escola”.

Na Escola Estadual Oliveira Silva, na cidade de Pilar, onde estudam 850 alunos do Ensino Fundamental, Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), apenas uma chapa concorreu ao pleito.

Estudante do 9º ano, Alana Araújo enfrentou fila e ficou satisfeita em participar mais uma vez das eleições em sua escola. “Além de exigir melhorias na escola, também vou poder dar sugestões para o novo diretor”.

Emília Castro, auxiliar de sala, participou pela primeira vez do processo de Gestão Democrática na rede estadual de ensino, pelo segmento professor, atuando como mesária da eleição. “Devemos destacar o envolvimento de toda comunidade escolar no processo e sua importância para a melhoria da qualidade de ensino, bem como o bom funcionamento da escola”.

Em São Miguel dos Campos, 1.400 votantes nos quatro segmentos – professores, alunos, funcionário e pais – estavam aptos para votar e participaram efetivamente do processo eleitoral.

Alana Lima, representante da 2ª Coordenadoria Regional de Ensino (CRE), acompanhou a eleição como fiscal durante todo o dia, orientando os votantes dos quatro segmentos. “Nosso papel é acompanhar a votação para que tudo possa ocorrer dentro da normalidade”, afirma.

Para Ana Paula Freire, Coordenadora da 2ª CRE, destaca que a participação da comunidade escolar no processo de gestão democrática representa o fortalecimento e a melhoria da qualidade de ensino em Alagoas. “A gestão só é completa com a participação efetiva de todos, e o envolvimento dos alunos tem um grande diferencial nesse processo democrático”.