O vereador Pastor João Luiz (DEM) voltou a cobrar políticas públicas e ações ostensivas contra a violência em Maceió. Segundo ele, dados oficiais do Mapa da Violência do Instituto Sangari apontam que 2/3 dos crimes de homicídio cometidos no Estado ocorrem na capital. “O assassinato do médico José Alfredo Palmeira no sábado passado, no Corredor Vera Arruda, foi gota d’água na insatisfação da sociedade com a falta de segurança pública em Maceió e no Estado”, afirmou.

“É preciso mais policiais nas ruas, mais iluminação pública nas áreas já mapeadas pela polícia como mais críticas, aproveitamento correto dos espaços públicos para atrair jovens à prática de esporte e ao lazer”, defendeu o vereador. “A violência do último final de semana não matou apenas o médico, matou várias outras pessoas em vários outros bairros de Maceió”, acrescentou.

“A violência faz entre trinta a quarenta vítimas fatais por semana em Alagoas”, indignou-se o vereador. “Segundo o Pastor João Luiz, a violência em Maceió e no interior do estado é pauta constante da mídia alagoana e até nacional. “Essa violência não nasceu agora, ela vem se alastrando há anos, numa proporção contrária a investimentos e prioridade da proteção da sociedade pelo estado”, enfatizou. “É sabido que em alguma hora isso iria estourar e estourou agora com números que levam Alagoas a ser o estado mais violento da Nação”, acrescentou.

O vereador protestou contra o pouco efetivo policial nas ruas, mas ressaltou que não basta o concurso público. “O Estado tem que treinar, qualificar e equipar seus policiais; os nossos policiais têm que ter a competência e as condições exigidas para enfrentar a criminalidade nas ruas, dentro das favelas; é lá, na favelas, que está o tráfico, escondido, protegido, armado contra a sociedade”, afirmou o vereador, que chegou a propor a criação de um Conselho Municipal de Segurança Pública. “Maceió precisa se posicionar nesse enfrentamento”, cobrou.