A política cultural espanhola, especialmente a do cinema, entra em uma “situação crítica” por conta da redução de gastos públicos, segundo o jornal local El País.
“O governo fez um corte de dimensões maiúsculas nos auxílios à produção de filmes, aos festivais e à promoção do cinema no exterior”, afirma o diário.
Abaixo, cinco áreas ou instituições culturais que sofreram cortes no orçamento:
- Fundo de Proteção ao Cinema: corte € 27 milhões, ou 35% (de € 76 milhões para € 49 bilhões);
- Instituto de Cinema e Artes Audiovisuais: corte de € 37 milhões, ou 35% (de € 106 milhões para € 69 milhões);
- Instituto Nacional das Artes Cênicas y da Música: corte de € 28 milhões, ou 17% (de € 166 milhões para € 138 milhões);
- Diretoria Geral de Políticas e Indústrias Culturais y do Livro: corte de € 3,4 milhões, ou 22% (de € 15,5 milhões para € 12,1 milhões);
- área de Museus: corte de € 27 milhões, ou 13% (de € 205 milhões para € 178 milhões).
Juntas, essas cinco entidades ou áreas culturais sofreram um corte de € 122 milhões. No total, o Ministério da Educação, Cultura e Esportes teve uma redução de 21% em seu orçamento.
Por outro lado, a Casa Real terá uma diminuição de gastos bem mais branda, de 2%. Os esforços fiscais do governo, que é um dos mais endividados da Europa, têm o objetivo de evitar um calote nos investidores e a consequente perda de confiança perante o mercado internacional. O país destinará 2,75% do seu PIB (produto interno bruto) para o pagamento de juros, segundo o site Público.