O Ministério Público Federal (MPF) ainda não avançou no processo contra a primeira-dama do município de União dos Palmares, Gabriela Yasmine Pontes Lins de Freitas, esposa do prefeito Areski Freitas e secretária municipal de educação do município.

O processo se arrasta há um ano e quatro meses, depois que o Ministério Público de Alagoas, através dos promotores Tácito Yúri, Carmem Sylvia Sarmento e Jorge Luiz Bezerra, descobriu inúmeras irregularidades na pasta da secretaria municipal de educação comanda pela primeira dama do município.

Na ocasião, foi constatada falta de merenda escolar nas unidades de ensino da zona Rural e de alguns bairros. As denúncias chegaram até o MP Palmarino através de membros do vereador do PT, Manoel Feliciano e da presidente municipal do Partido, Genisete Lucena postadas em seus blogs e outros sites locais.

A partir da falta do que comer na maioria das escolas da rede municipal de ensino, o promotor de Justiça, Jorge Luiz Bezerra solicitou documentos junto aos membros da licitação da merenda escolar de União dos Palmares. Ao realizar pesquisa de preços nos supermercados da cidade foi detectado a manipulação de valores da empresa Laguna que, segundo informações, agia em parceria com Gabriela Freitas.

De acordo com a denúncia, o MP descobriu diversas disparidades de preços a exemplo do charque que enquanto nos supermercados locais o quilo do produto era vendido entre R$ 8 a R$ 8,50, na nota fiscal cedida a prefeitura de União dos Palmares saia entre R$ 18,00 e R$ 18,50. "O pacote do biscoito, do tipo bolacha Maria, foi comprado pela PMUP à razão de R$ 2,00 R$ 2,50 e até pouco mais de R$ 3,00 o pacote, enquanto nos supermercados da cidade era vendido a R$ 0,70 até R$ 1,00", disse o promotor de Justiça Jorge Luiz Bezerra que ajuizou na Procuradoria Geral de Justiça ação de improbidade administrativa contra o prefeito Kil de Freitas e a sua esposa e secretária de educação, Gabriela Yasmine.