A cidade do Pilar – município alagoano que faz parte da Grande Maceió (região metropolitana) – sofre por conta dos índices de criminalidade, decorrentes – conforme as mais recentes reportagens na imprensa – do aumento do crime do tráfico de drogas, mas ainda com ações de pistolagem e casos ligados a improbidade administrativa do poder público. O caos instalado na cidade que levou a ser considerado um dos municípios mais violentos de Alagoas pode ter como uma das causas à administração municipal.


Pilar foi apontado, recentemente no relatório do Ministério da Justiça, como o mais violento do país por número de habitantes e há tempos já ocupa espaço negativo na mídia nacional. Foi lá, por exemplo, que foi desencadeada a Operação Pesca Bagre, que envolve inclusive o filho do prefeito da cidade, Oziel Barros, em desvio de recursos da Câmara Municipal do Pilar. No mês de junho foram várias ações da Polícia Militar de Alagoas, com apoio da Forçam Nacional. O foco era o combate ao tráfico, mas também ao jogo ilegal aos crimes de pistolagem, que ocorrem sem que o poder municipal se pronuncie sobre os casos.


Como se não bastasse, o município não é alvo apenas de ações contra a criminalidade urbana, mas também de casos de improbidade administrativa, como por exemplo, a citada nesta reportagem envolvendo vereadores e o filho do prefeito. Em maio do ano passado, vários vereadores, o presidente da Câmara, e empresários e o filho de Oziel Barros foram parar na cadeia. Todos eles – com fortes ligações com poder Executivo – por corrupção. Os acusados são denunciados pelo Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) e – durante a atual conjuntura política de Pilar – teriam desviado mais de R$ 2,6 milhões da Câmara, conforme os autos.


Há suspeitas do consentimento do Poder Executivo. O abandono – que aponta alguns moradores da cidade – do poder público e os constantes casos de improbidade fazem com que Pilar agonize e ainda seja submetida a um intenso embate político entre o grupo liderado por Oziel Barros e o do ex-deputado federal Carlos Alberto Canuto, que pretende disputar a Prefeitura Municipal da cidade, em 2012.


Assim, enquanto os acusados prestam contas dos desvios de recursos públicos, a população sofre com a falta de segurança. A delegacia só funciona durante a semana, em horário comercial e a Polícia Militar possui efetivo reduzido para atender a uma população de 33 mil habitantes. A cidade chegou a adquirir em 2008 um sistema com 32 câmeras para o monitoramento da cidade, mas o equipamento não funciona. Desde que foram comprados nunca foram acionados. Um exemplo da ineficiência do atual Executivo.

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