O médico coordenador do Samu em Jundiaí (SP), Marcelo Teixeira, que também é especialista em resgate com gerenciamento de catástrofes, conversou ontem com o jornal da Globo sobre a tragédia carioca do desabamento de três prédios, quarta-feira à noite (25), no centro do Rio de Janeiro.
Segundo Marcelo, em situações de colapso de estrutura de grande porte, como a que ocorreu no centro do Rio de Janeiro, inicialmente são feitos os resgates das pessoas que estão mais acessíveis. “Geralmente são aquelas com ferimentos mais leves. No caso de vítimas que ficam presas, o resgate acaba demorando mais, pois o acesso a elas é muito difícil.
A tendência é começar a aparecer vítimas mais graves agora”, diz o especialista. Marcelo explica por que há relatos de pessoas que ficam dias nos escombros até serem socorridas. “No caso de sobreviventes, normalmente eles ficam em bolsões, perto de paredes, onde se forma uma pequena caverna. A desidratação é o primeiro sintoma, porém há relatos de sobreviventes que bebem água dos próprios bombeiros ou ingerem pelo vazamento de alguns canos. Não dá para especificar quanto tempo a pessoa agüenta nos escombros, depende da lesão”, avalia Marcelo.
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