Ele já entrou em campo várias vezes. São inúmeros os jogos que acompanhou ao longo dos 44 anos de profissão. Não como jogador. Mas como comentarista esportivo. Seu nome é conhecido e respeitado na área pelo equilíbrio e postura ética que mantém. Acompanhou 13 Copas do Mundo, sendo duas delas transmitidas pelo rádio (1962 e 1966). Com essa serão 14 mundiais de futebol. Dessa vez, com todo o aparato que a modernidade possibilita.
É com essa experiência que o jornalista e radialista Waldemir Rodrigues avalia a participação de Alagoas como Centro de Treinamento do Mundial 2014 e o que significa para o estado ter, desde o dia 11 de junho, a Seleção de Gana treinando nos gramados do Estádio Rei Pelé, reformado para receber os jogadores.
Waldemir Rodrigues não tem dúvida da importância de Alagoas como Centro de Treinamento e é enfático ao falar dos benefícios que ser uma subsede pode trazer para Maceió.
“Nenhuma capital do Nordeste que sedia jogos da Copa do Mundo teria condições de oferecer Centros de Treinamentos em número suficiente para que todas as seleções pudessem se preparar durante o Mundial. É um prêmio para nós, porque nem todos os estados sem jogos têm seleções da Copa em treinamento”, afirma.
“Se soubermos fazer, iremos aproveitar muito bem as melhorias que foram trazidas pela escolha feita. O Estádio Rei Pelé recebeu melhorias em seu gramado, vestiários mais modernos e um Centro de Fisioterapia. Mantê-los funcionando bem e servindo ao esporte e à população será o desafio depois da Copa”, diz o comentarista.
Waldemir Rodrigues também destaca a representatividade da Seleção de Gana para o esporte. “Há alguns anos, os africanos ganharam espaço com a ampliação do número de países participantes da Copa. E desde então são tidos como capazes de, em algum momento, surpreenderem. Os destaques são isolados, um por vez, muito mais pela indisciplina tática do que pelas condições técnica e física”, observa.
