O nadador americano Michael Phelps, 27, já está aposentado, mas seu corpo ainda não se deu conta disso. No primeiro dia como ex-nadador, ele acordou às 6h, mesmo tento ido para a cama apenas duas horas antes.
"Estou aliviado [com o fim de sua carreira]. Só queria ter podido dormir um pouco mais. Acordei cedo... Tenho feito isso nos últimos 20 anos. Uma das minhas metas agora é ter uma rotina mais tranquila e não ter mais que acordar às 6h."
O nadador participou de um evento para a imprensa na manhã de domingo. Na noite anterior havia conquistado sua 22ª medalha em Olimpíadas e se despedido da natação.
"Quem sabe o que vai acontecer? Quero sair de férias, mas não sei onde vou. Provavelmente se for para nadar vou nadar no mar, quero aproveitar a praia. Só não quero ir para a água por que passei a maior parte da minha vida na água. Por enquanto estou vivendo o sonho e me divertindo. Esse é o primeiro dia do resto da minha vida. Vou continuar com minha meta de levar nosso esporte para um nível mais alto. Agora só quero assistir de fora. Ir ao Mundial, ir ao Rio [em 2016] e assistir", disse.
As metas de Phelps, que conseguiu conquistar oito ouros em uma única edição dos Jogos Olímpicos, em 2008, agora são bem menos ambiciosas.
"Eu sou competitivo, adoro desafios. Com certeza vou achar coisas para me motivar, como ser um golfista melhor. E com certeza não engordar como em 2009 [quando parou de treinar como antigamente após os ouros em Pequim]", disse o nadador, que sai de Londres com a mais doída derrota de sua carreira, além do recorde de maior medalhista em Olimpíadas.
"Provavelmente [a pior derrota de sua carreira] foi nos 200 m borboleta aqui [perdeu do sul-africano Chad le Clos na batida de mão]. Se pudesse voltar atrás e nadar de novo, eu gostaria. Mas não, não estou voltando à natação", brincou.