No Rio desde sexta-feira, o ex-jogador Zico, 59, que assumiu a seleção iraquiana em agosto do ano passado, diz que pode não voltar ao país para comandar a equipe nas eliminatórias da Copa de 2014, no Brasil.
 
"No próximo dia 10, vou completar cinco meses sem receber. Se não pagaram até agora, acho que não vão me pagar em 10 dias", afirmou à Folha por telefone, na tarde desta segunda-feira.
 
Maior ídolo da história do Flamengo, Zico não parece otimista quanto a um acerto com os cartolas da federação do Iraque.
 
"Não sei se vou voltar, não. Acho difícil", acrescentou. Além dele, Edu (seu irmão, auxiliar-técnico) e Moracy Sant'Anna (preparador físico) enfrentam os mesmos problemas, de acordo com o ex-atleta.
 
A princípio, Zico deve retomar o posto que tinha no canal Esporte Interativo, onde comentava a Copa dos Campeões da Europa, entre outros torneios da emissora.
 
Apesar de o Flamengo estar sem treinador, um retorno à Gávea é improvável em função das divergências com a atual gestão, encabeçada pela presidente Patrícia Amorim.
 
Restando seis rodadas para o fim das eliminatórias asiáticas, o Iraque está na segunda posição do Grupo B, com dois pontos, à frente da Austrália e de Omã apenas nos critérios de desempate. O Japão, que fez um jogo a menos, lidera com sete. A Jordânia ocupa a lanterna, com um ponto.
 
Os dois primeiros se classificam para o Mundial. O terceiro disputa uma repescagem para decidir uma vaga na Copa-2014 contra o quinto colocado da América do Sul.