Um dos pilotos mais experientes do grid, o espanhol Pedro de la Rosa se prepara para competir pela Hispania. Na véspera do início do Mundial, ele comparou a Fórmula 1 ao Campeonato Espanhol de futebol e minimizou o domínio iniciado pela Red Bull em 2010.
"Na verdade, a Fórmula 1 se parece muito com a liga espanhola de futebol, é bipolar. Tem dois grandes, Ferrari e McLaren. Como sou de Barcelona, diria que a Ferrari é o Real Madrid e a McLaren é o Barcelona", disse o ex-piloto de testes da equipe britânica em entrevista ao jornal Marca.
Nas duas últimas temporadas, a jovem Red Bull, do alemão Sebastian Vettel, dominou os mundiais de pilotos e construtores. Para De la Rosa, no entanto, a hegemonia da equipe austríaca é algo passageiro e comparável ao que aconteceu com a Renault, que também alcançou um bicampeonato, com o espanhol Fernando Alonso, em 2005 e 2006.
"A Red Bull é a Renault de sua época. É um desses times que podem ganhar a liga em um determinado momento, mas eu não me atreveria a dizer que, dentro de 20 anos, continuará dominando. Pelo contrário, me atrevo a dizer que os dois grandes continuarão", afirmou.
De la Rosa passou várias temporadas como piloto de testes da McLaren e chegou a comparar sua situação com a de um goleiro reserva. Contratado para ser piloto titular pela Hispania nesta temporada, o piloto brinca com o futebol e diz que mudou de posição.
"Sou um ex-goleiro reserva! Agora, posso parecer um zagueiro central. Sou titular, mas tenho um longo caminho até fazer o gol. O que eu quero é ser centroavante, mas quem não quer? Nosso time ainda não pode jogar no ataque, temos que ficar na retranca. Precisamos crescer para fazer gols. Essa é a realidade", afirmou.
De la Rosa reconhece que, atualmente, a Hispania é a pior equipe da Fórmula 1. No entanto, diz acreditar na evolução do time e procura manter as esperanças. Aos 41 anos, garante que está em bom estado físico para continuar pilotando e sonha com resultados expressivos.
"Sempre digo, em tom de brincadeira, que o Fangio ganhou seu primeiro Mundial aos 45 anos. Nesse esporte, os anos são mentais e a velocidade não se perde aos 40 anos. Trabalhei com os melhores, como Hamilton e Alonso, e não tenho motivo para invejá-los. Só não tive foi a chance de pilotar um carro competitivo".