O técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, saiu em defesa do português André Villas-Boas, demitido no Chelsea no último domingo (4). Para o treinador brasileiro, o time inglês deveria ter mexido no elenco, e não no comando da equipe. Felipão passou pelo clube do russo Roman Abramovich entre 2008 e 2009 e acabou demitido após 36 jogos, com um aproveitamento de 65,7%.

- A demissão é estranha, mas não tão estranha para mim, pelo que eu passei por lá. Algumas coisas são conhecidas, inclusive sobre o presidente. Se ele não quis tomar algumas atitudes com alguns jogadores antes em vez de mexer com o técnico, não sou eu quem vai insistir depois de dois anos. O Villas-Boas foi campeão de tudo e continuará sendo campeão. Ali teria que trocar sete ou oito, ele sabia disso desde quando foi para lá, mas não conseguiu.

- Agora ali vai ser um inferno para quem sucedê-lo.

Felipão destacou ainda a postura do Chelsea nos últimos anos. A equipe teve sete treinadores desde 2003. O brasileiro lembrou que o Arsenal mantém há mais de vinte anos o técnico Arsene Wenger no comando da equipe.

- A Inglaterra tem clubes como o Arsenal, onde o Arsene Wenger está há muitos anos e não conquistou mais do que dois ou três campeonatos. A cultura do Chelsea é muito diferente.

O ex-auxiliar Roberto di Matteo vai assumir interinamente o "inferno" anunciado por Felipão. Na imprensa internacional, os rumores dão conta de que o Chelsea está interessado nos técnicos Josep Guardiola, do Barcelona, e José Mourinho, do Real Madrid. Este último já passou pelo clube inglês entre 2004 e 2007 e foi visto na última semana com dirigentes da equipe, além de ter procurado uma casa em Londres.

Outro possível nome cotado para assumir o cargo no Stamford Bridge é o do ex-técnico do Liverpool e da Inter de Milão, Rafa Benítez. Antes da demissão de Villas-Boas, o jornal Daily Mail chegou a publicar uma informação dizendo que o espanhol já estava sendo preparado para ser o novo treinador do Chelsea.