O futebol paraense vive momentos de expectativa com o plebiscito que pode dividir o Pará e criar dois novos Estados, Tapajós e Carajás. Sem condições de financiar viagens a Belém, cidade que recebe a maior parte de jogos do atual Campeonato Estadual, as equipes das regiões que podem ganhar autonomia se arriscam pouco no profissionalismo e acabam "esquecidos" no amadorismo.

Se o resultado da votação deste domingo (11) confirmar a divisão do Pará, os clubes que atualmente vivem no amadorismo terão a chance de receber investimento público para fortalecer suas equipes e disputar os novos Estaduais que serão criados em subsituição às atuais ligas amadoras.

A região de Tapajós é a que gera o fato mais curioso, já que apenas dois clubes estão atualmente no profissionalismo. A expectativa é que as prefeituras ajudem financeiramente os times amadores para que o Estadual tenha um número maior de participantes.

A situação de Carajás é praticamente igual, e a região possui cinco times profissionais. A distância entre as cidades sempre foi considerada pelos dirigentes como o grande motivo para o baixo desenvolvimento do futebol no interior do Pará.

O Campeonato Paraense, que existe há mais de cem anos, foi vencido apenas uma vez por uma equipe de fora da cidade de Belém. E foi justamente em 2011, quando o Independente, que pertece à região de Carajás, faturou o título. A conquista recente serve de incentivo aos clubes locais para buscar o desenvolvimento do futebol em caso de criação dos novos Estados.