Quem esperava que Bruno Senna fosse repetir, neste sábado, o desempenho dele nos treinos classificatórios de seus dois primeiros GPs com a Renault acabou se decepcionando com a 15.ª posição no grid de largada no GP de Cingapura. O brasileiro, nova sensação da Fórmula 1, porém, já esperava um fim de semana difícil para os carros da equipe francesa.

As características do circuito de rua de Marina Bay não são favoráveis ao modelo R31 da Renault. "Não vai ser fácil, mas acho que tudo voltará ao normal a partir das próximas provas"", resumiu Bruno Senna, que viu seu companheiro, o russo Vitaly Petrov, ser eliminado ainda no Q1, com apenas o 18.º melhor tempo.

Na segunda parte do treino, Senna até melhorou em dois décimos o seu desempenho em relação ao Q1. Mesmo assim, o tempo foi insuficiente para colocá-lo entre os dez mais rápidos da sessão. "Cometi um erro na minha primeira tentativa e perdi algo em torno de três décimos. Não sei, acho que daria para ganhar uma posição, mas não mais do que isso. Já sabíamos que esta pista seria difícil para nós", comentou o brasileiro, que foi mais de um segundo mais lento que Paul di Resta, o último a avançar para o Q3.

Apesar de largar na 15.ª, longe, portanto, da zona de pontos, Senna acredita que pode repetir o desempenho do GP da Itália e ficar entre os dez primeiros ao fim das 61 voltas do GP de Cingapura, cuja largada será às 9h pelo horário de Brasília. "É difícil prever o que poderá acontecer, ainda vamos estudar as estratégias, mas a prova será muito longa, cansativa e os erros certamente vão acontecer. De repente..."