Os cerca de 2.100 funcionários que trabalham nas obras de reforma do estádio do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, se reuniram na manhã desta sexta-feira (2) em uma assembleia com objetivo de debater sobre a paralisação que já dura mais 24 horas. Durante a reunião, foi definido que a greve vai continuar até as reivindicações serem atendidas. Em agosto, eles também pararam, após um dos trabalhadores se ferir na obra.

Desta vez, o Sindicato de Construção Pesada afirma que o Consórcio Maracanã Rio 2014, que administra a obra, não está pagando as horas extras trabalhadas e, de acordo com os manifestantes, o valor de aumento acordado pela o vale-alimentação também também não teria sido depositado.

Segundo funcionários, o estado da comida disponível para eles também não é aceitável. O leite, por exemplo, estaria estragado. E para um dos líderes do movimento, Romildo Vieira, a greve não tem previsão para terminar.

- Eles acionaram a Justiça do Trabalho, mas não cumpriram o que prometeram. Estamos definindo o que faremos, mas por enquanto a única coisa certa é que a greve vai continuar por tempo indeterminado.

O Consórcio Maracanã Rio 2014 informou que não entende o motivo para a atual paralisação e irá buscar a Justiça para que o movimento seja declarado abusivo e haja retorno ao trabalho. Somente com o retorno ao trabalho, o consórcio retomará as negociações com os representantes dos trabalhadores.

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