Um dia após completar sete jogos pelo Brasileiro e não ter mais chances de atuar por outro time da Série A, Kleber apareceu com fisionomia de pura irritação para dar sua entrevista coletiva. De braços cruzados, esperou todos subirem à sala e manteve a postura de confronto verbal e rebateu desde a primeira pergunta.
O Gladiador revelou que o que o tirou do sério foi ver o Flamengo afirmando que ele havia sido oferecido por seu empresário, Giuseppe Dioguardi.
- Não preciso ser oferecido para ninguém. Quem acha isso, que fique dois dias com o telefone do Pepe [empresário] para ver se sou oferecido ou ligo toda hora.
Kleber se irritou com os boatos em relação a sua transferência para o Flamengo e insinuou que o Rubro-Negro mentiu no caso.
- Esta nota foi uma infelicidade de quem escreveu. Não sei se o Flamengo ou a pessoa em si se explicou de uma forma que não foi certa. Mas eles sabem o que aconteceu realmente. Deveriam falar a verdade.
Com os braços sempre colocados em cima da mesa, e olhos fixos e até desafiadores em direção a quem lhe fazia perguntas, o camisa 30 admitiu estar com o espírito de duelo.
- Estou bravo com as mentiras. Falaram que dei 'migué', ouvi dizer que fui oferecido, conversa de salário, que eu não quis jogar. Está lá no exame, nunca precisei dar 'migué'. Escuto um monte de coisa que não é verdade, mas o torcedor vê e talvez não veja minha parte, até porque fiquei quieto um bom tempo.
Kleber reforçou que nem conversou com o Flamengo sobre uma proposta salarial até pela possibilidade de os cariocas serem denunciados pelo Palmeiras à Fifa por aliciamento. O atleta, porém, admite a similaridade do que ocorreu com a situação que vivia no Cruzeiro até, enfim, voltar ao Verdão no ano passado. Se algo parecido se repetir, ele se sente mais pronto para tratar do assunto.
- Já passei por isso no Cruzeiro, foi mais ou menos igual. Mas aqui parece que foi maior, a repercussão foi maior, as coisas tomaram um rumo diferente. Mas aprendi e com certeza na próxima vou saber lidar de forma diferente.
O Gladiador lembrou que conquistou títulos importantes nas passagens que teve tanto no futebol europeu quanto no brasileiro.
- Não acompanharam a minha carreira na Ucrânia, onde passei mais tempo, e os títulos que conquistei lá. Fiquei um ano e meio no Cruzeiro, e consegui um título mineiro. Um ano e meio no Palmeiras, e um título paulista. E no São Paulo não conto porque era muito cedo.
