A eliminação da Argentina na Copa América está repercutindo no país-sede da competição. No sábado, a seleção de Messi e cia empatou no tempo normal por 1 a 1 e perdeu nos pênaltis (5 a 4), acabando com o sonho da Argentina de conquistar a competição em casa. Para a imprensa do país, o desempenho da equipe nacional foi um "fracasso".
O jornal Olé chama a seleção de "fracasso nacional" e destaca a grande atuação do goleiro uruguaio Muslera, que foi o nome da partida. O diário também menciona que a Argentina não soube como ganhar do Uruguai, que esteve sem tática para jogar com 11 contra 10 por mais de 45 minutos, fala em "um minuto de silêncio" por conta da morte futebolística do país e destaca que faltou futebol e muito caráter na seleção. O diário também fez um apelo: Basta de improvisação.
O diário Clarín fala que o jogo "foi a pena máxima" para a seleção argentina. O jornal destaca as cobranças de pênaltis, critica a improvisação da equipe de Batista, comenta a coincidência de o goleiro uruguaio Muslera ter nascido em Buenos Aires, justamente no dia em que a Argentina eliminou o Uruguai na Copa do Mundo do México em 1986, e também comentou o fato de o "jogador do povo", Carlitos Tevez, desafeto do treinador Batista, ter sido o único a errar a penalidade diante do Uruguai.
Já o jornal La Nación, traz como destaque a angústia argentina e diz que a seleção estava sem equilíbrio diante do Uruguai. Mais dramático, o diário também diz que não se pode perder em casa com o melhor jogador do mundo e lembra que a seleção principal do país chegou a marca de 18 anos sem títulos, sendo o último em 1993, na própria Copa América.
Argentinos falam em 'pena máxima' e pedem fim da improvisação
