Tempos difíceis para o jornalismo brasileiro. Não bastassem os cortes nas redações de jornais impressos e sites, Brasil afora, um dos principais veículos de comunicação do país passou a promover, nos últimos dias, ajustes em seu quadro de funcionários. E é claro que tal medida colocou os profissionais da área em polvorosa.

Estamos falando, claro, do Grupo Globo – mais precisamente, da Globo e da Globo News. Segundo Ricardo Feltrin, as equipes de jornalismo dos canais, no Rio de Janeiro e em São Paulo, receberam com alarmismo a dispensa de Luís Ernesto Lacombe, do esporte da TV aberta, e Bianca Ramoneda, uma das principais apresentadoras da TV fechada.

Os dois desligamentos ocorreram entre o fim da última semana e o início desta, surpreendendo o mercado e os próprios profissionais. Lacombe se despediu dos telespectadores do “Bom Dia Brasil”, onde ancorava o bloco de esportes com “em fevereiro, eu volto”; já Ramoneda deixou em suspenso duas novas temporadas do “Ofício em Cena”, atração em que recebia estrela das artes no Brasil para debater seus processos criativos.

Tanto a saída de Luís Ernesto quanto a de Bianca seriam indícios do início de um processo de “reestruturação”; a princípio, da Globo News, mas com possibilidades de se estender para a Globo. A justificativa para redução do quadro é, claro, a queda nos lucros em 2016 – motivada, em parte, pela crise financeira que assola o país.

Com isso, as redações dos jornais locais “RJTV” e “SPTV” estariam trabalhando o mínimo exigido, tendo de abrir mão de pautas por simplesmente não ter quem as cubra. Quanto à possibilidade de novos cortes, aqueles profissionais com o maior tempo de casa (Lacombe estava em serviço há 20 anos) são os que mais temem a não-renovação – principalmente aqueles cujo contrato chega ao fim neste 2017.