Preta Gil disse nesta terça-feira (26) ter sido vítima de ataques racistas em sua página do Facebook. Segundo a cantora, os autores das ofensas agiram de forma organizada.
"Ontem fui atacada com diversas mensagens de ódio em minha pagina no Facebook. Uns atacaram minha cor, meu trabalho, meu corpo, outros tentando fazer piadas de péssimo gosto apenas para tentar me denegrir ou magoar. Eles assinaram todos os posts com uma # agiram em bando, são organizados e cruéis. Saibam que esse tipo de ataque só me fortalece, eu conheço o meu valor", afirmou.
Em desabafo, a cantora declarou que quer justiça: "Estou cansada dessa impunidade, dessa onda de ódio, de gente que escreve o que quer para atacar a quem está quieto. Quero justiça!". No início da tarde desta terça-feira (26), a assessoria da cantora confirmou que ela prestou queixa sobre os ataques racistas na Delegacia de Repressão a Crimes de Internet (DRCI), na Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Preta estava acompanhada do marido Rodrigo Godoy, de uma advogada e do empresário.
Filha de Gilberto Gil, ela falou do orgulho que sente de suas origens e que sempre precisou lidar com o preconceito - ressaltando exemplos de episódios que sofreu, relacionados a seu corpo e ao relacionamento com Rodrigo Godoy, que é 15 anos mais novo do que ela.
"Desde muito nova convivi com o preconceito de quem não aceitava ver filho de negro em uma escola particular, de quem não consegue aceitar que uma pessoa pode se chamar Preta", afirmou. "Além do nome, sempre convivi com o fato de ser diferente aos olhos da maioria; de ser a filha do cantor, de não ter corpo de modelo de passarela, de meu cabelo ser liso, (sim acreditem tem gente que acha que eu aliso meu cabelo e com isso dizem que não aceito minha negritude) de mostrar meu corpo no meu CD, de casar com alguém mais novo e por aí vai", continuou.
