Mais de R$ 102 milhões (US$ 64 milhões) em produtos deixaram de entrar no Brasil entre janeiro e junho deste ano. Isso porque eles eram muambas que chegariam ao país de forma ilegal pelas fronteiras do Paraguai e da Argentina com a cidade de Foz do Iguaçu (PR). O valor é o maior já visto pela Receita Federal para um primeiro semestre.

Segundo balanço do Fisco divulgado nesta terça-feira (12), esse número representa um aumento de 31% em relação ao total de muambas apreendidas entre janeiro e junho do ano passado.

Os valores foram convertidos pelo R7 a partir do valor do dólar e do real nesta terça (US$ 1 valendo R$ 1,58).

Eletrônicos são os produtos que mais ficaram retidos. Mais de R$ 24,7 milhões (US$ 15,6 milhões) em aparelhos como videogames, televisores e outros ficaram na fronteira no semestre passado. O número é 59% maior do que o registrado nos primeiros seis meses de 2010.

Os relógios aparecem em seguida, com crescimento de 48% no número de apreensões. Foram R$ 2,48 milhões (US$ 1,57 milhão).

As roupas que ficaram com o Fisco cresceram 48% de um ano para cá e somaram R$ 6,85 mi (US$ 4,34 mi).

O valor mais significativo em apreensões foi de veículos, superando R$ 35,4 mi (US$ 22,4 mi) no ano.

Também cresceram as retenções de bebidas, brinquedos, cigarros e itens de informática. Por outro lado, caíram as apreensões de CDs, DVDs e outras mídias de gravação e armazenagem de dados.

Drogas e armas também tentaram cruzar a fronteira, diz a Receita.

Em todo o país, o total de muambas apreendidas somou R$ 618 milhões de janeiro a abril (segundo o número geral mais recente). Este também foi um recorde absoluto para o período, segundo o leão.

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