Os jovens são mais conservadores que os mais velhos quando o assunto é sobre onde investir a própria grana. Uma pesquisa do banco Santander, divulgada nesta segunda-feira (7), mostra que as pessoas de 20 a 33 anos aplicam mais de R$ 8 em cada R$ 10 (ou 82,1%) dos seus recursos na caderneta de poupança, a mais conservadora das aplicações.
Esse grupo de clientes, que fazem parte da chamada Geração Y, destina menos de 1% para aplicações mais arriscadas. A pesquisa ouviu investidores de alta renda das mais variadas idades.
As gerações anteriores costumam apostar mais. O público da chamada Geração X, de pessoas nascidas entre 1965 a 1977 (ou seja, os que têm de 34 a 46 anos) aplica menos em poupança e mais em fundos arrojados, deixando 57% na caderneta e 3,1% no risco maior.
O grupo dos nascidos de 1946 a 1965 (de 46 a 65 anos), na chamada geração Baby Boom (no pós-Segunda Guerra), costuma colocar 44,3% na poupança e 3,6% em aplicações mais arriscada.
O relatório do Santander fala que os jovens de 20 a 33 anos são sempre classificados como "ansiosos, dinâmicos e arrojados", porém, quando o assunto é investimento, o perfil muda e esse público se mostra mais conservador.
Os mais jovens aplicam 8,1% dos seus recursos em fundos de médio risco. No grupo da Geração X, a proporção cresce para 19,5%; já entre os Baby Boomers, chega a 24,8%.
Apesar da aplicação em produtos de maior risco ser ainda incipiente na Geração Y, o Santander destaca que esse grupo se preocupa em "testar todos os tipos de investimento, mas prefere, ao menos por enquanto, não expor parte significativa do seu patrimônio a riscos".
Por isso, os jovens que procuram aplicações mais arriscadas, investem apenas pequenas quantias, segundo o relatório.
No geral, quanto mais tempo de relacionamento com o banco, mais a pessoa se sente segura para aplicar em ativos arrojados, pois, segundo o relatório, ela consegue conhecer melhor o perfil de cada produto.
Considerados os investidores da Geração Y que tem entre um e dois anos de relacionamento com o Santander, a porcentagem dos que procuram produtos arrojados é de 3%. Já entre os clientes com mais tempo de casa, a relação salta para 9,3%.
Quando se avaliam as aplicações nos investimentos de maior risco por número de aplicadores, o porcentual é parecido nas três faixas etárias. Na Geração Y, 27% possuem aplicação em produto de maior risco, ante 28% dos Baby Boomers e 33% da Geração X. O mesmo acontece com produtos conservadores, como a poupança: 78% entre os mais jovens, 74% entre os do meio e 78% entre os mais experientes. Isso indica, segundo a pesquisa, que os jovens estão testando as aplicações de menor risco, mas ainda concentram a maior parte de suas aplicações em produtos conservadores.
Quando o assunto é o futuro, a pesquisa revela que os mais jovens se preocupam com a aposentadoria assim como os mais velhos. Na Geração Y, 20% do grupo já aplica em previdência privada, ante 23% dos Baby Boomers e 26% da Geração X.