Eles contam histórias sem precisar falar. O grupo de Paraty, no estado do Rio, já encantou platéias de 15 países e agora festeja aniversário com um novo espetáculo.
 
Desta vez nada da tradicional caixa preta. É num cenário de muitas cores. E xilogravuras japonesas do século 18 que humanos e bonecos interagem.
 
O espetáculo Flutuações comemora os 40 anos do grupo contadores de histórias de Paraty.
Fruto do amor de um casal, pela arte. O mineiro Marcos e a carioca Rachel fundaram a companhia quando eram estudantes, em Nova Iorque.
 
Hoje é na pacata cidade colonial, no sul Fluminense, que eles vivem e se inspiram.
 
A moça que se banha, o artesão e sua pintura personagens saídos do cotidiano de Paraty, onde a companhia fez uma pesquisa de fotografia para o espetáculo. Para o publico é mais ou menos a sensação de invadir a intimidade de um lar.
 
Há vezes em que a atenção do público se volta para os movimentos delicados, de bonecos que ganham vida com a técnica de manipulação direta, criada pelo grupo. E outras em que é o jogo de sombras que se destaca. O espetáculo, criado para platéias de adultos, dispensa palavras. E encanta pela emoção.