O instrumentista Nícolas Silva, de 14 anos, uma das revelações da música alagoana, começou a estudar de forma lúdica com 3 anos e meio. Aos 14,  já se apresentou em vários festivais pelo Brasil e  se prepara para o 4º Concurso de Jovens Músicos, previsto para acontecer em novembro, no Rio de Janeiro. Dependendo da pontuação que alcançar no evento, o adolescente  poderá participar do projeto Música nos Museus, promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Se conquistar o prêmio, o instrumentista fará turnê nos museus das grandes cidades brasileiras e poderá concorrer a uma bolsa de estudos nos Estados Unidos.

Disciplinado, o menino conta que o gosto pela música erudita surgiu quando ainda pequeno, graças à influência do pai, Marcos Silva, que começou a ensinar os primeiros passos da teoria e da prática musical ao menino desde cedo. Entre os destaques da prematura carreira, Nícolas cita duas apresentações no Domingão do Faustão, uma em 2008 e outra no ano passado.

Nícolas conta, emocionado, que participou do quadro De Olho Nele, não como competição, mas para divulgar o trabalho, expondo seu talento e sua trajetória, que promete ser promissora. “O programa abriu as inscrições, mandei o DVD e fui convidado para tocar, com toda as despesas pagas por eles. Toquei em 2006 no Conservatório de Olinda e no Conservatório Pernambucano de Música”, disse o estudante do 9º ano de uma escola particular de Maceió. Ele afirma que pretende cursar uma faculdade na área.

Em 2006, Nícolas representou Alagoas no 6º festival de música, patrocinado pelo Banco do Nordeste, em maio deste ano, na Paraíba e no Ceará. O adolescente ressaltou que não toca violão para vencer competições, nem tampouco para ficar famoso, mas para agradar ao público e presenteá-lo com música de qualidade. “Comecei aos poucos e fui gostando do instrumento. A influência do meu pai contou muito, mas foi tudo de repente. Penso em ter uma carreira paralela com a música, como o marketing, por exemplo”, projeta o menino.

Nícolas diz que em Maceió se apresentou algumas vezes no Sesc Centro, no Teatro Jofre Soares, no Projeto Quartas Musicais; Instrumental no Arena e, no Teatro Deodoro, fez a abertura do show do violonista e compositor brasileiro, Yamandu Costa, em abril, no Concerto de Páscoa.

O pai do artista, Marcos Silva, disse que ensinou ao filho a parte teórica, a partir dos 3 anos e meio, apenas pela conveniência de trabalhar com este segmento e perceber nele um certo talento, sem qualquer pretensão de que o menino seguisse carreira profissional.

Nícolas diz que se inspirou no compositor Villa Lobos e no intérprete Rafael Rebelo e reforça que o pai sempre levou a sério as aulas que ministra.  Para participar do concurso no Rio de Janeiro, o jovem artista diz que precisa de patrocínio, porque precisa viajar acompanhado.

“Preciso de um instrumento adequado, feito por luthier – com madeira selecionada –, pois é personalizado e vai melhorar meu desempenho como profissional, mas custa R$ 6 mil”, diz o instrumentista.