Em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, do jornal "Folha de S. Paulo", Carol Celico, esposa do jogador de futebol, Kaká, contou sobre seu desligamento da igreja Renascer, bem como a sua carreira no mundo da música.
Há um ano, ela lançou CD e DVD com músicas religiosas e distribuiu aos amigos. Em três meses, mais de 1 milhão de downloads já tinham sido feitos na internet. Com isso, a moça, de apenas 23 anos, acabou assinando contrato com a gravadora Universal e se lançou oficialmente na indústria fonográfica .
Quando questionada sobre não fazer mais parte de nenhuma igreja, Carol afirmou: “Não foi nada premeditado! Não saí da igreja para vender CD. É uma coisa que vinha de dois anos pra cá. O DVD foi fruto de uma mudança em mim. Mudei minha forma de pensar. No DVD, começo falando da felicidade, dizendo que ela não está numa conquista, como as pessoas estão pregando por aí: ‘Você vai ser feliz, vai ter prosperidade’. Tenho tentado mostrar que Deus não está agindo aumentando uma conta de banco, ou te dando uma porta de emprego. Pra mim, Deus não é isso”.
A esposa de um dos grandes astros dos gramados, que sempre foi muito religiosa, teve muita coragem ao revelar que interpretava errado algumas passagens da Bíblia. Desta forma, foi “entendendo Deus de uma forma diferente”.
Vi que algumas coisas em que eu acreditava, ou fui levada a acreditar, não estavam na Bíblia. Eu interpretava uma frase errada dentro de um contexto. Por exemplo, numa passagem da Bíblia está escrito que para se curar da lepra era preciso dar sete mergulhos no rio Jordão. Então [eu pensava]: se Deus precisava que eu desse sete mergulhos, hoje Ele precisa que eu dê uma oferta, que eu entregue meu dízimo. E até meu dízimo não estar entregue, não vou receber meu milagre. Hoje vejo que Deus conhece o meu coração. Se eu entreguei ou não alguma coisa para Deus, Ele sabe o meu sentimento”, disse.
Quando questionada sobre os motivos que a levaram ao desligamento da Renascer, ela se limitou a dizer que era algo pessoal, e não os citaria. Mesmo assim, garantiu que sente falta dos rituais, mas, por enquanto, não pretende voltar a ter uma religião. “Mas não posso dizer nunca mais”, garantiu.
