O depoimento do ex-ministro Luís Henrique Mandetta (foto) à CPI da Pandemia, no Senado Federal, mostrou que desde o início o presidente Bolsonaro praticou o negacionismo à Ciência. E Bolsonaro continua sendo negacionista e incentivando seus apoiadores a segui-lo nas aglomerações, não usando máscaras e muito menos o fazendo distanciamento social, medidas restritivas de prevenção ao vírus.
Mais grave
ainda, o ex-ministro Nelson Teich, em palavras curtas durante sua oitiva
aos senadores, comprovou que foi Bolsonaro quem tirou da cartola a
cloroquina e um protocolo para tratamento precoce, sem eficácia
científica, e jogou à população de forma irresponsável. E até criminosa,
já que a cloroquina, que não serve para a covid, provoca arritmia
cardíaca, entre outros efeitos colaterais.
E o ministro
Marcelo Queiroga, na tentativa de preservar mais o presidente do que ele
próprio nesse contexto, acabou por referendar, de certa forma, a
narrativa de seus antecessores.
Ou seja, em três dias de
oitivas, o relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB/AL), já
tem bastante material para “fulanizar” o governo federal pela demora na
aquisição da vacinação, alto índice de contaminação do vírus e pela
morte de mais de 400 mil brasileiros por complicações decorrente do
coronavírus.
É a ode que a oposição a Bolsonaro desejava para celebrar o início dos trabalhos da CPI.
Governador-tampão
Caso
o governador Renan Filho (MDB) decida mesmo disputar o Senado ano que
vem, terá que se afastar até 2 de abril de 2022. E a partir daí, a
Assembleia Legislativa terá 30 dias para organizar uma eleição indireta
pela Casa para escolher o substituto-tampão do governador para conduzir o
estado até 31 de dezembro. Qualquer adulto, com título de eleitor e
quites com suas obrigações civis, sem condenações penais, poderá
concorrer. Esse é o quiproquó da disputa eleitoral do próximo ano A não
ser que Renan Filho (foto) consiga fazer um acordo com o legislativo que
lhe garanta tranquilidade para deixar o cargo. Ou seja, que o seu
sucessor por oito meses seja de sua absoluta confiança. Quem confia em
quem na política de Alagoas?
Sem crise
A
ida do vereador Kelmann Vieira (foto) para uma secretaria de Estado não
passou pelo seu partido, o Podemos. Foi um convite pessoal do
governador Renan Filho (MDB) ao vereador, que tem sua esposa, deputada
Flávia Cavalcante, na base de sustentação política de Renan na
Assembleia Legislativa do Estado. E seu sogro, ex-prefeito de São Luís
do Quitunde e Matriz do Camaragibe, é uma liderança antiga do grupo
político do senador Renan Calheiros, pai do governador. Ou seja, nenhuma
relação com o Podemos ou Rui Palmeira no grupo político do Palácio
República dos Palmares, e nenhuma crise no partido por conta da ida de
Kelmann para o staff do governo estadual.
O
ex-prefeito de Maceió, Rui Palmeira (Podemos), tem circulado pelo
interior do estado, visitando lideranças políticas e conversando com a
população através de entrevistas em rádios. Rui (foto) não nega que seu
desejo político seja o de disputar o governo de Alagoas em 2022, mas
sabe que depende de um grupo e de estrutura para isso. Por ora, avisa
que é candidato a deputado federal e que trabalha hoje para fortalecer o
seu partido, junto com a executiva estadual, para as chapas
proporcionais à Câmara Federal e Assembleia Legislativa Estadual.
Podemos tem novo vereador em Maceió
Alan
Balbino (foto) assumiu a cadeira de vereador de Maceió, no lugar de
Kelmann Vieira que está agora como secretário de Estado do governo de
Renan Filho. Do Podemos, Alan foi secretário na gestão de Rui Palmeira e
é considerado um aliado de primeira ordem do ex-prefeito, somando na
linha de frente com os colegas Eduardo Canuto e Joãozinho.
O
Governo de Alagoas fará concurso público para o Corpo de Bombeiros
Militar de Alagoas (CBMAL). Segundo o edital, 170 vagas serão ofertadas
para compor o quadro efetivo do órgão, sendo 150 para soldado e 20 para
oficial. Os salários, após o Curso de Formação de Praças, variam entre
R$ 4.250,06, para soldado, e R$ 9.602,72 para oficial - com estágio
probatório. A previsão, baseada no documento, é de que as provas sejam
realizadas no dia 08 de agosto de 2021, em Maceió e Arapiraca.
* Pesquisas de opinião apontam a preferência do eleitorado pela candidatura de JHC ao governo de Alagoas, já em 2022. Mas há quem diga que a aposta do prefeito é mesmo a candidatura do senador Rodrigo Cunha para esse cargo, acordo feito em 2018, quando JHC colocou sua mãe, a médica e ex-prefeita de Ibateguara, Eudócia Caldas, como primeira suplente de Cunha.
*Teotonio Vilela Filho não será candidato a nenhum cargo em 2022. Quem fala sobre isso com ele, recebe como resposta: “já dei minha contribuição ao meu estado em três mandatos de senador e dois de governador”.
*Penedo bem administrada com o prefeito Ronaldo Lopes, avança na vacinação contra a covid com planejamento e foco nos grupos prioritários.
*Maceió supera outras capitais na agilidade da vacinação contra a covid, destaque para Mourinha, coordenador do enfrentamento à pandemia na capital.
*Vereadora de Paripueira pelo Democratas, Roberta Miranda tem priorizado ouvir as lideranças e a população para fundamentar seus projetos de lei e indicações no legislativo municipal.
*Titular da CPI da Covid, senador Eduardo Girão (Podemos-Ceará) quer levar para depor o deputado alagoano Davi Maia, oposição ferrenha ao governador Renan Filho na Assembleia Legislativa do Estado. Maia é filho do prefeito de Quebrangulo, Marcelo Maia. Ou seja, a ida do deputado à comissão pode ser uma faca de dois gumes para o próprio.
A nossa edição de abril trouxe, como manchete de capa, reportagem mostrando que a rejeição do governo federal à ciência provocou o avanço da covid no Brasil. Hoje, acumulamos mais de 400 mil óbitos em decorrência deste vírus e milhares de brasileiros com sequelas graves por conta da doença. Ouvimos especialistas, analisamos gráficos e situações que comprovam essa realidade. Também homenageamos Átila Vieira, fotógrafo, um de nossos colaboradores, que faleceu por conta da covid. E falamos sobre esperança, no verde da vida da coluna de Felipe Camelo; o mundo digital de Kaká Marinho e os 700 anos da morte de Dante Alighieri, em brilhante texto da nossa correspondente internacional, jornalista Dora Nunes.


