Com suas empresas jornalísticas quebradas, dívidas trabalhistas e tributárias milionárias, o senador Fernando Collor (foto) tenta arrumar um abrigo político para se reeleger em 2022. Tem rodado pela Assembleia Legislativa de Alagoas e pela bancada federal em busca de apoio, catando prefeitos eleitos e reeleitos pelo interior do estado, lideranças quaisquer que possam, de algum modo, lhe dar votos ano que vem.


E, claro, não tem faltado ao “beija-mãos” do presidente Bolsonaro e de seus ministros. A cada evento no Palácio do Planalto, lá está o senador Collor, com sua empáfia a enfeitar o ambiente bolsonarista, no aguardo dos afagos e benevolências governistas.


Em Alagoas, sem coragem de criticar pessoalmente o governo de Renan Filho (MDB), Collor usa o portal de notícias, o jornal (digital de segunda à sexta, e impresso sábado/domingo) e a rádio de sua propriedade para atacar sucessivamente a gestão estadual.


Collor entende que Renan Filho pode ser candidato ao Senado ano que vem, e diferente das duas últimas eleições em que disputou, o atual senador sabe que não será uma briga pequena e que pode se dar mal nas urnas.


Em outras palavras, Collor vai continuar catando um a um os apoios, confiante no ditado “de grão em grão, a galinha enche o papo”. 

Boa iniciativa

 
A deputada federal Tereza Nelma (foto) quer a inclusão dos municípios no Comitê Nacional para Enfrentamento da Pandemia, criado agora pelo presidente Bolsonaro, e diga-se de passagem, um ano de­pois de a covid se instalar no país. A representação se daria pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). A iniciativa é importante, são as cidades que sabem exatamente o que estão sofrendo com o avanço do vírus em óbitos e infectados. 

A dúvida

 
PSDB e PSB continuarão juntos em 2022 e o senador Rodrigo Cunha, presidente dos tucanos, por ora, é o nome do grupo para disputar o governo do estado. Resta saber se Rodrigo carregará com ele, na chapa majoritária, a candidatura à reeleição de Collor. Em tempo: em 2018, o tucano rejeitou aliança com Biu de Lira por entender que o então senador fazia a velha política, já Collor, até 2022, terá “tempo” para aprender a nova política de JHC e Cunha. Veremos. 

*O ex-deputado João Caldas, pai do prefeito de Maceió JHC, será candidato a federal na eleição que vem, pelo PSB.  
*Por ora, nenhuma articulação à vista para a Assembleia Legislativa do Estado votar em uma candidatura a vice-governador de Renan Filho.  
*O ex-prefeito Cícero Almeida trabalha para se candidatar a deputado estadual na próxima eleição. Quer apoio de JHC.
*Rodrigo Valença, ex-prefeito por dois mandatos de São José da Laje, também disputará uma vaga na Assembleia Legislativa de Alagoas.
*As lideranças comunitárias de Maceió já têm endereço para seus pleitos: o gabinete do vereador Joãozinho (Podemos).
*A Rede Sustentabilidade perdeu semana passada um de seus dirigentes, o ativista social e fotógrafo  Átila Vieira.A im(p)unidade que protege parlamentares

 

A PAINEL ALAGOAS, na edição passada, tratou da polêmica sobre as prerrogativas da imunidade parlamentar. Em reportagem do jornalista Carlos Amaral, advogados e cientistas políticos falaram sobre a legalidade ou não da prisão do deputado Daniel Silveira (RJ) por ataques aos ministros do STF. A Revista também homenageou as mulheres que fizeram parte do impresso em 2020, falou sobre mediação cultural popular digital, e presenteou os leitores com a matéria Muro das bonecas em Milão, na editoria internacional.  


*Publicado originalmente na revista Painel Alagoas