Ao contrário do que muita gente pensa, as vitórias de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco para o comando do Congresso , podem representar um enfraquecimento definitivo de Jair Bolsonaro
Na reta final
Com a eleição para as presidências da Câmara e do Senado acontecendo amanhã(01/02), o Planalto liberou R$ 3 bilhões para 250 deputados e 35 senadores aplicarem em obras nas suas bases eleitorais. A liberação teria sido articulada pelo ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, cujo gabinete virou o QG das candidaturas do deputado Arthur Lira (PP-AL) e do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG). É bom lembrar que, recentemente em Sergipe, o presidente Jair Bolsonaro, defendeu abertamente a candidatura
de Lira. “O deputado Arthur Lira. Se Deus quiser, (será) o nosso
presidente”, afirmou.
Autonomia
No Senado, Simone Tebet (MDB-MS) parece ter sido abandonada pelo seu próprio partido e já se declara uma candidata independente à presidência da Casa. Em entrevista à repórter Andréia Sadi (GloboNews), a senadora justificou a permanência de sua candidatura como forma de manter a independência entre os poderes. Para ela a eleição de candidatos apoiados pelo presidente interfere na autonomia do legislativo.
Refém
Tudo indica que Arthur Lira, e Rodrigo Pacheco, comandarão o Congresso Nacional a partir de fevereiro. Num primeiro momento pode-se imaginar que as chances do impeachment deixaram de existir, mas analistas políticos em Brasília sugerem que a vitória desses candidatos não representa um fortalecimento de Jair Bolsonaro. Ao contrário, o enfraquece pelos próximos dois anos pois transformará o presidente em refém do Centrão para permanecer no Poder.
Questionamentos
1-O que faz o MDB, partido com maior bancada no Senado, abrir mão da disputa pelo comando da Casa, ao "esvaziar" sem cerimônia, a candidatura de Simone Tebet?
2-Que tipo de oposição faz o PT ao apoiar , sem o menor constrangimento, o candidato "do Planalto" à presidência do Senado?
*Com informações do Estadão e O Globo

