Prestigiados
Sozinho no Alvorada, em função da Covid-19 adquirida, Jair Bolsonaro afirmou que não cederá a pressões e manterá o comando do ministério do Meio Ambiente e da Saúde. “Temos hoje vinte e três ministérios”, afirmou, “temos nove ministros militares. Sem contar com o vice Mourão. É proibido militar entrar na política? Salles fica e Pazuello fica.” No caso de Salles, a pressão é internacional — fundos de investimento ameaçam deixar o país caso nada mude a política em relação a Amazônia. “A Europa é uma seita ambiental”, afirmou o presidente. “Não preservaram nada e o tempo todo atiram em cima de nós de forma injusta.”
Tiro certeiro
Depois do ministro do STF, Gilmar Mendes, associar militares do governo a prática de genocídio, os generais demonstram, em público, forte indignação, mas o que se comenta nos bastidores de Brasília é que o ministro acertou em cheio o "centro nervoso" das Forças Armadas, que deixam transparecer, desde a declaração de Gilmar, desconforto e um certo constrangimento com a ligação entre seu desempenho institucional e as crises governamentais.
Pivô
O General Eduardo Pazuello, principal alvo das críticas de Gilmar Mendes, embora apoiado explicitamente por Bolsonaro, já manisfestou seu desejo de voltar para seu posto na Amazônia. A passagem para reserva do ministro da articulação política, Luiz Ramos, sinaliza que militares da ativa não mais aceitam a "confusa" interpretação de suas missões no governo.
Verbas para preservação
Enquanto um estudo da revista Science aponta que 20% da soja e carne exportadas pelo país vêm de áreas desmatadas, o prestigiado ministro Ricardo Salles anseia por R$ 230 milhões a mais no orçamento. Segundo ele, sem essa verba não há como preservar a floresta a partir de agosto.
*Com informações do Poder 360, Br Político e Estadão

