"Zero um" e mais um
O Ministério Público do Rio de Janeiro deve denunciar o senador Flávio Bolsonaro nos próximos dias. Ele e seu ex-chefe de gabinete, Fabrício Queiroz. O filho Zero Um não será o único político denunciado no esquema das rachadinhas na Assembleia Legislativa do estado — também será apontado um segundo político, para evitar críticas de que houve direcionamento nas investigações.
Peculato
O primogênito dos Bolsonaro é acusado de peculato, por ter desviado dinheiro público ao obrigar servidores da Alerj a transferirem parte de seus vencimentos. Também devem ser tipificados os crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Obstrução
Queiroz e sua mulher, Márcia, também devem ser enquadrados em obstrução de Justiça, que é o motivo da prisão preventiva de ambos. Uma advogada que frequentava a casa de Frederick Wassef, em Atibaia, conviveu com Queiroz e afirmou ter visto Márcia passando temporadas, lá. “Ela ficava um pouco, e vinha e voltava”, disse ao Jornal Nacional. Segundo ela, Queiroz passou a se esconder lá depois de maio de 2019.
Confiança aparente
Aliados mais próximos do presidente Jair Bolsonaro o pressionam para que traga um advogado de peso e com trânsito nos tribunais superiores para representar seu filho. Pelo menos um, Nabor Bulhões, já recusou o convite. Porém Bolsonaro aparenta estar confiante na dupla que contratou, Luciana Pires e Rodrigo Rocca.

