Contra o STF
Um grupo de bolsonaristas lançou fogos de artifício contra o prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, no último sábado. Gritando palavras de ordem, dirigiram ofensas e ameaçaram os ministros Corte.A Procuradoria-Geral da República instaurou inquérito para investigar o ataque.
Contra Ibaneis
O protesto também se voltou contra o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que desalojou na Esplanada dos Ministérios o acampamento da milícia dos 300, e proibiu aglomerações na área, fechando-a para veículos e pedestres no domingo.
Weintraub
Na manhã do mesmo domingo, o ministro da Educação Abraham Weintraub se reuniu com militantes lá mesmo. Estava sem máscara, que é de uso obrigatório em Brasília. “Eu já falei a minha opinião, o que eu faria com vagabundo”, Weintraub foi gravado dizendo. Era uma referência ao que disse no vídeo da reunião ministerial de 22 de abril — quando afirmou que ‘vagabundos’ do Supremo deveriam ser presos.
Sem ação
A sensação geral é de que a PM de Brasília não agiu para defender o STF. Em nota o ministro da secretaria-geral da Presidência, Jorge Oliveira, afirmou que o “ataque ao STF é contrário à nossa democracia”. Há suspeita de que a inação da PM tenha ocorrido em combinação com a área de inteligência do Planalto.
Atitude
O governador Ibaneis Rocha, além de fechar a Esplanada para protestos de domingo, também exonerou o subcomandante PM Sérgio Souza. Número dois da corporação, ele estava no comando por conta de o o chefe ter sido afastado por motivo de saúde — está com Covid-19. “Deveria ter tomado as medidas corretas para não ter chegado ao ponto de jogar fogos em cima de um Poder.”
* Com informações do G1 e Folha

