Fritura
Em uma live com um grupo de empresários ontem , Jair Bolsonaro pediu a empresários que entrem em guerra com os governadores de seus estados . Aumentou o fogo na frigideira do ministro da Saúde, Nelson Teich, dizendo que exigia que o ministério recomendasse ativamente o uso de cloroquina.
Clima de guerra
O pedido de guerra foi contra todos os governadores, mas um em particular foi pinçado. “Um homem está decidindo o futuro de São Paulo”, afirmou o presidente. “Está decidindo o futuro da economia do Brasil. Os senhores, com todo o respeito, têm que chamar o governador e jogar pesado, jogar pesado, porque a questão é séria. É guerra.” Bolsonaro voltou a se queixar das medidas de isolamento social. “Então, pressionem os governadores, pressionem os governos a quem de direito. A Presidência da República está com vocês. O presidente Bolsonaro trabalha para vocês. O governo trabalha para vocês, a Presidência, aqui em Brasília. Pressionem a quem de direito, por favor.” O governador João Doria respondeu. “Lamento que o presidente da República, ao invés de defender vidas de brasileiros, esteja mais interessado em atender a um pequeno grupo de empresários vinculados à Fiesp.”
Desnorteado
Na mesma live, Bolsonaro acusou Rodrigo Maia de querer “ferrar o governo”. Depois se reuniu com o presidente da Câmara e a ele pediu paz. “Voltamos a namorar”, afirmou Bolsonaro. “É meu papel institucional, principalmente num momento de crise e de perdas de tantas vidas, o mais importante é sempre o diálogo, ver de que forma o governo federal vem atuando, conhecer o gabinete e toda a sua estrutura”, afirmou o deputado. Para políticos ouvidos pelo Painel, é indício de quanto o presidente está desnorteado.
Mais um militar...
Em Brasília, todas as atenções hoje estarão direcionadas ao ministro Nelson Teich. Ele vem afirmando que não recomendará um remédio contra o consenso da comunidade científica. Pode se demitir. Segundo o Radar (revista Veja), seu número dois, o general Eduardo Pazuello, já foi convidado a assumir o cargo.
OBS- Pouco tempo depois dessa postagem o Ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu demissão do governo Bolsonaro.
*Com informações do G1, Veja e Folha

