Gota d'agua
Publicada no Diário Oficial, hoje de manhã, a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. A ameaça de demiti-lo desde ontem, por parte do presidente Jair Bolsonaro, disparou uma repentina crise política de grande impacto. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirma que só fica se tiver autonomia para escolher o substituto de Valeixo. Os generais palacianos tentam apagar mais este incêndio, enquanto presidente e seu ministro disputam uma queda de braço pública. De acordo com o DO, a exoneração ocorre a pedidos e inclui tanto a assinatura de Bolsonaro quanto a de Moro.
Ameaçado
Bolsonaro se sente ameaçado. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, acolheu o pedido de inquérito para investigar quem organizou e financiou as manifestações pró-golpe de Estado. O círculo do presidente teme que a PF chegue próxima do Planalto.
O elo
Segundo fontes do Correio Braziliense, os investigadores estão perto de demonstrar o elo entre notícias falsas, seus patrocinadores, e o gabinete do ódio comandado por Carlos Bolsonaro. O Centrão, com o qual Bolsonaro busca costurar um acordo, também desejava a saída de Valeixo.
O próximo?
Em paralelo a crise entre Bolsonaro e Moro, explodiu o conflito entre os generais palacianos e o ministro da Economia, Paulo Guedes. O Plano Pró-Brasil, de obras públicas pelo país para disparar a economia, é descrito na área econômica como ‘Dilma 3’. Ontem, a TV Record, alinhada ao Planalto, levou ao ar ontem uma reportagem de ataque a Paulo Guedes.
* Por volta das 11:45 de hoje( com essa postagem já publicada) Sérgio Moro , em coletiva à imprensa no Ministério da Justiça, confirmou seu desligamento do ministério do governo Bolsonaro.
*Com informações do G1, Poder 360 ,Estadão e Correio Braziliense

