Gestão política da crise
Ontem , na coletiva diária, o Planalto inaugurou uma nova tática para a gestão política da crise do coronavírus. O general Braga Neto, no comando , como uma estratégia militar, anunciou partes do plano de ação..
Política
Embora não divulgado explicitamente, na frente política, fica claro que o objetivo é neutralizar as ações do presidente da Câmara Rodrigo Maia, cooptando o máximo possível de parlamentares do Centrão. Para isso, desde ontem, Bolsonaro iniciou uma série de reuniões com líderes partidários para "negociar espaço/cargos" no governo.
Plano "Pró Brasil"
Em outra frente a implementação do plano Pró Brasil longamente explanado na coletiva de ontem pelo general Braga Neto. O plano visa lançar uma série de obras públicas para dar partida na economia assim que o vírus passar.
Saúde
Na saúde o objetivo( demonstrado discretamente) é convencer a população a não ficar em casa. Essa intenção pode estar relacionada com a desistência do governo de liberar a segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600, dificultando assim(no entendimento governista)que as famílias mais pobres mantenham o isolamento social. Ainda na coletiva de ontem, o novo ministro Nelson Teich confirmou a nomeação do general Eduardo Pazuello no lugar de João Gabbardo, para a secretaria executiva do ministério, e afirmou que apresentará um plano de retorno na semana que vem.
Em off, a "Comunicação"
Não mencionada na coletiva, já está em curso também uma nova estratégia na comunicação. Carlos Bolsonaro (e o gabinete do ódio) foi afastado e o objetivo, de agora em diante, é dar ênfase e repercussão à mensagens mais propositivas. Ontem, durante a coletiva de imprensa, o general Luiz Eduardo Ramos, ministro da secretaria de Governo, apelou à imprensa que não dê tanto destaque a covas, caixões e mortes.

