Não negocia, mas... negocia

Apesar de ter afirmado domingo que não negociaria nada,  Jair Bolsonaro conversa com lideranças do Centrão para oferecer espaços no governo .Prometeu a Valdemar da Costa Neto do Progressistas,  o comando do Banco do Nordeste e a Secretaria de Vigilância Sanitária, um dos dois postos chaves do Ministério da Saúde. O PP terá o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Ao PSD, foi oferecida a Fundação Nacional de Saúde. Por enquanto,  DEM e MDB estão fora dessas negociações O deputado Baleia Rossi, presidente do MDB, conversa hoje com Bolsonaro. E o presidente do DEM, prefeito ACM Neto, tem reunião marcada para amanhã. 

"Interferência Legislativa"

Para observadores , Bolsonaro começa a se movimentar para eleger o substituto de Rodrigo Maia na Câmara. Tendo maior número de "colaboradores" no Centrão teria mais chance de interferência na pauta legislativa. Em público afirma que não negocia nada.

Negociando (até) com generais...

Segundo informações de O Globo(Merval Pereira) Bolsonaro tentou dar ares de apoio dos militares à sua presença na manifestação antidemocrática domingo, mas soube, antecipadamente, que a área militar se incomodava com a escolha como moldura de uma ação política o Quartel-General do Exército. Ele convidou os ministros general Fernando Azevedo e Silva e general Luiz Eduardo Ramos, que recusaram, por considerarem que a presença deles sugeriria que o Exército avalizava a manifestação. Os generais tiveram uma reunião com ele na noite do mesmo domingo, onde ficou combinado que Bolsonaro falaria no dia seguinte para desfazer o clima político tenso, e à noite o ministério da Defesa deu uma nota oficial garantindo que as Forças Armadas obedecem à Constituição.


Com informações da Folha SP e O Globo